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Economia
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
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*Vídeo: ParaibaOnline
O novo pacote de tarifas anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi tema do quadro semanal “O Bê-á-Bá da Economia“, da Rádio Caturité FM, nesta quarta-feira (22).
Durante a participação, o professor e economista Johnatan Brito afirmou que, embora a medida gere preocupação, os impactos diretos sobre a economia paraibana tendem a ser limitados.
Segundo o economista, a justificativa oficial de compensar perdas comerciais dos Estados Unidos com o Brasil esconde interesses que vão além da economia. Entre eles, estariam a pressão de grandes empresas americanas do setor financeiro, incomodadas com a expansão do Pix, e o interesse estratégico em áreas brasileiras com minerais conhecidos como “terras raras”, essenciais para a indústria de tecnologia.
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Ao analisar os efeitos da medida, Johnatan explicou que o novo tarifaço é menos abrangente do que o inicialmente anunciado, já que produtos importantes da pauta brasileira, como café e suco de laranja, ficaram de fora da taxação.
“Isso não significa que o Brasil deixará de exportar para os Estados Unidos. Significa que vamos exportar menos, mas o impacto é menor do que se imaginava inicialmente”, destacou.
Na avaliação do economista, a Paraíba também deve sentir efeitos moderados. Dados apresentados por ele mostram que cerca de 20% das exportações paraibanas têm como destino o mercado americano, sendo que apenas parte desses produtos será atingida pelas novas tarifas.
“Para a economia paraibana, o impacto direto não deve gerar grandes transtornos. Os efeitos indiretos, como a insegurança e a redução das expectativas de crescimento, podem ser mais relevantes do que a própria taxação”, explicou.
Johnatan Brito também recomendou a consulta ao Data Nordeste, plataforma desenvolvida pelo Observatório da Caatinga e Desertificação em parceria com a Sudene, que reúne indicadores econômicos e sociais da região e permite acompanhar dados sobre exportações, PIB e outros indicadores.
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Por fim, o economista afirmou que o cenário ainda depende da evolução das negociações entre Brasil e Estados Unidos e da possibilidade de novas medidas comerciais.
“A expectativa é que esse episódio seja mais um reflexo da lógica política do governo americano do que uma mudança permanente nas relações comerciais entre os dois países”, concluiu.
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