Fechar
O que você procura?
Saúde e Bem-estar
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Arquivo
Continua depois da publicidade
Continue lendo
* vídeo ParaibaOnline
A rotina acelerada, o excesso de compromissos e a necessidade de estar constantemente conectado têm impactado diretamente a saúde física e mental da população.
Na coluna Consultório JM, deste sábado (18), do Jornal da Manhã, da Rádio Caturité 104.1 FM, o médico Antônio Henriques explicou que a tecnologia alterou profundamente o modo de vida da sociedade.
“A tecnologia que criou e-mails, redes sociais e levou à onipresença desse aparelho que está aí na sua mão, tomando a sua atenção, os celulares nos forçam a permanecer on-line”, afirmou.
Segundo o especialista, nunca a humanidade esteve submetida a tantas demandas simultâneas.
“Não existe experiência prévia na história da humanidade de pessoas submetidas a tantas solicitações simultâneas quanto nós. O estresse associado ao estilo de vida tem repercussões físicas e mentais que atormentam a existência de mulheres, homens e crianças”, destacou.
ANSIEDADE, DEPRESSÃO E DIFICULDADES PARA DORMIR
De acordo com Antônio Henriques, transtornos como ansiedade generalizada e depressão passaram a apresentar características epidêmicas.
“O ato de fechar os olhos e pegar no sono todas as noites virou um verdadeiro desafio diário para um grande número de pessoas, muitas das quais só conseguem se acalmar na cama com a ajuda decisiva de um comprimido que as torna dependentes dele para sempre”,
SÍNDROME DA FADIGA CRÔNICA
O médico explica que, em alguns casos, o cansaço persistente pode estar relacionado à chamada síndrome da fadiga crônica, atualmente denominada encefalomielite miálgica.
“A característica principal é que o cansaço costuma se instalar depois de infecções causadas por vírus ou bactérias”, pontuou.
Durante muitos anos, a doença foi alvo de dúvidas por parte da comunidade médica devido à ausência de exames específicos que confirmassem o diagnóstico.
“A ausência de testes laboratoriais capazes de confirmar o diagnóstico ou afastá-lo manteve a síndrome numa espécie de limbo científico”, pontuou.
Segundo Antônio Henriques, pesquisas recentes demonstram que a condição vai muito além do simples cansaço.
“Estudos mais recentes demonstraram que se trata de uma patologia complexa, com implicações neurológicas e imunológicas que vão muito além da fadiga”, revelou.
Em estudos realizados com pacientes diagnosticados com a síndrome, foram observadas alterações importantes após esforço físico.
“Os pacientes apresentaram, entre outros achados, frequência cardíaca aumentada e hipotensão postural, precisando de mais tempo para que a pressão arterial retornasse aos valores normais depois do exercício”, explicou.
Apesar dos avanços no entendimento da doença, o especialista destaca que ainda não existe um tratamento específico.
“A síndrome da fadiga crônica é uma doença neurológica com implicações imunológicas que só agora começam a ser entendidas. Ainda não dispomos de tratamento para aliviar o sofrimento dos pacientes, mas pelo menos eles não precisam achar que sua causa está no psiquismo”, declarou.
ANEMIA TAMBÉM PODE PROVOCAR A FADIGA
Durante a coluna, Antônio Henriques também esclareceu que pessoas com anemia costumam apresentar maior sensação de cansaço, principalmente nas pernas.

Foto: ParaibaOnline
Segundo ele, isso ocorre porque a hemoglobina é responsável por transportar oxigênio para os tecidos do organismo.
“A pessoa que tem anemia tem menos hemoglobina, que é o ‘caminhãozinho’ que carrega o oxigênio para as células”, destacou.
Como os membros inferiores estão mais distantes do coração e dos pulmões, o transporte de oxigênio e nutrientes torna-se menos eficiente.
“É normal sentir mais fadiga nos membros inferiores, porque o sangue não leva apenas oxigênio, leva também glicose e nutrientes. Se você tem anemia, esses elementos essenciais chegam com mais dificuldade aos tecidos, aumentando a sensação de cansaço”, concluiu.
© 2003 - 2026 - ParaibaOnline - Rainha Publicidade e Propaganda Ltda - Todos os direitos reservados.