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Foto: Samara Moumei / CBF
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A CBF fez nesta terça-feira (14) no Rio uma reunião com as federações estaduais que serviu para dois objetivos: apresentar planos para a seleção brasileira no próximo ciclo e, a reboque, reforçar o apoio político em torno do projeto que tem Samir Xaud como presidente.
Na parte técnica, a discussão acontece na tentativa de gerar perspectivas para a Copa do Mundo 2030, após a frustração em 2026. E também para incluir no debate a Copa do Mundo Feminina, que será no Brasil em 2027.
Coordenador geral da seleção, Rodrigo Caetano fez uma apresentação sobre os planos para o futuro, que envolvem amistosos e uma renovação de jogadores. Os dirigentes rechaçaram uma caça às bruxas agora.
“Eu acredito que não e não é hora de fazer isso, é hora de procurar melhorar o trabalho. E é isso que a CBF tá fazendo”, disse o presidente da Federação do Tocantins, Leomar Quintanilha, que foi chefe da delegação da seleção na Copa.
O encontro também serviu para reforçar o papel de Carlo Ancelotti na montagem do time, até porque os dirigentes na CBF entendem que o período de um ano foi muito pouco para ele propriamente desenvolver o trabalho de forma mais ampla. Até por isso o contrato do italiano foi renovado.
“A gente tem que construir o futuro. Se a gente ficar só lamentando o que não aconteceu, a gente não constrói o futuro. Ancelotti está entre os três melhores treinadores do mundo. Vamos aproveitar, vamos desfrutar do Ancelotti”, disse o presidente da Federação Paulista de Futebol, Reinaldo Carneiro Bastos.
A CBF reforçou aos dirigentes o plano em relação aos próximos amistosos, contra a Austrália, em setembro. A ideia é confirmar ainda mais um adversário para a Super Data Fifa.
Em relação a Copa América e Eliminatórias, a CBF não tem um sinal claro dos planos da Conmebol. Ainda é preciso confirmar local e formato.
Durante a reunião, houve uma sugestão entre as federações para debater meios de fortalecer o nível de enfrentamentos da seleção durante a Copa.
A discussão também passa por medidas para melhorar a formação de jogadores. Mas essa temática ficará para o âmbito do grupo de trabalho sobre a base que já está em atividade. Agora, com o elemento da eliminação do Brasil na Copa.
E SAMIR?
Sobre a questão política, Evandro Carvalho, da Federação Pernambucana, foi o cartola mais direto:
“A reunião de hoje? Muito fácil. A confirmação de que Samir Xaud é o presidente da CBF e que as federações e os clubes continuam unidos e unificados na nova gestão da CBF. Curto e grosso”.
O dirigente pernambucano fez menção a vazamentos sobre a vida pessoal de Samir e questionamentos se o dirigente está usando dinheiro da CBF para custear viagens de amigos e parentes.
“Tem um monte de gente safada, mau caráter, descarada, que não se conforma em ter uma gestão nova, em viver um novo momento e busca nos atacar. Nordestino só tem medo de cara feia quando a pessoa está com fome. Fora isso, se é pra brigar, a gente briga o tempo todo. Então, não tem problema nenhum”, acrescentou Evandro.
Para o chefe de delegação da Copa, a eliminação da seleção não tem a ver com questões políticas e estruturais.
“A CBF foi muito técnica nisso. Escolheu um hotel confortável, mas isolado, que permitiu o que era necessário: a convivência entre os atletas. E lá não houve interferência nenhuma”, disse Leomar Quintanilha.
* IGOR SIQUEIRA (UOL/FOLHAPRESS)
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