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Brasil
Foto: ParaibaOnline/Arquivo
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Caminhoneiros autônomos iniciaram neste domingo (12) uma paralisação nacional em portos de distribuição para pressionar o Senado Federal a votar a chamada “MP do Frete”, que perde a validade na próxima quinta-feira (14).
O movimento é liderado pelo presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores, Wallace Landim, e cobra maior fiscalização da Política Nacional de Pisos Mínimos do Frete pela Agência Nacional de Transportes Terrestres, além de punições para empresas que pagarem abaixo da tabela, criação de um piso salarial de R$ 5 mil e anistia das multas aplicadas a motoristas que participaram de bloqueios em mobilizações anteriores.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Wallace afirmou que a categoria tenta há semanas viabilizar a votação da medida.
“Há duas semanas a gente vem lutando para que o Senado coloque na pauta para ser votada e até agora nada”, apontou.
O dirigente convocou a paralisação e responsabilizou o presidente do Senado Federal por este movimento, caso a matéria não seja apreciada na Casa.
“Foi feita uma deliberação da categoria que a partir de 00 hora de 13 de julho os portos irão parar, a gente vai acompanhar em todos os cenários nacionais como a gente fez em 2018. Essa paralisação não é o Chorão, não é o Pedro, não é o Trovão que está chamando, é Davi Alcolumbre, presidente do Senado”, declarou.
Wallace orientou ainda que os caminhoneiros suspendam as viagens até que haja uma definição sobre a votação da proposta.
“A orientação é que você não saia para viajar para que a gente possa acompanhar até terça-feira para ver se, de fato, vai entrar na pauta para votar”, acrescentou.
IMPACTOS NA PARAÍBA
Na Paraíba, o presidente do Sindicato dos Condutores e Empregados de Empresas de Transportes de Combustíveis e Produtos Perigosos da Paraíba, Hemerson Caminhoneiro, explicou que a mobilização é conduzida principalmente por motoristas autônomos.
“Ela puxa mais para os motoristas autônomos, como somos representantes do segmento laboral, estamos esperando um contato com as confederações, os representantes a nível nacional para a gente ter uma definição”, destacou.
Apesar de ainda aguardar orientações nacionais, Hemerson manifestou apoio ao movimento, mas defendeu maior organização para ampliar sua adesão.
“A gente está aqui para apoiar, para dar total suporte. Uma greve nessa proporção precisa de um alinhamento maior, de uma organização, a gente não pode fazer uma greve de todo jeito, a gente tem que ter esse alinhamento e é o que está faltando para o movimento poder ganhar musculatura”, alertou.
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