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Foto: Leonardo Silva/ParaibaOnline/Arquivo
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O pré-candidato a governador da Paraíba pelo MDB, Cícero Lucena, comentou com a imprensa a prática dos apoios cruzados dentro da própria chapa e de prefeitos filiados ao partido.
“Não é aceitável, mas é o que estão praticando”, disse.
O próprio senador da chapa dele, Veneziano Vital do Rêgo, acha que isso prejudica toda a chapa em relação ao apoio de aliados ao pré-candidato adversário Nabor Wanderley (Republicanos), que também disputa uma vaga no Senado Federal na chapa do governador Lucas Ribeiro (PP).
Cícero ponderou e disse que eles estão vivendo um processo eleitoral atípico e opina que a antecipação das eleições estabeleceu que não se tivesse mais o voto verticalizado, mas sim cruzado.
“Essa é a realidade, e quem quiser trabalhar diferente disso está querendo se enganar ou enganar a quem quer que seja. Então, eu acho que cabe a cada um conquistar”, disse.
Ele disse ainda que não está preocupado em conquistar número de prefeitos, até porque não pratica e nem tem condições – e se tivesse não o faria “a compra de possíveis lideranças” através de nomeações, em vez de nomear um professor que está faltando para um aluno que vai disputar o Enem ou fazer o pagamento em dia do transporte escolar no Sertão, mas que prefere nomear agentes administrativos ganhando até R$ dez mil.
“Eu tenho uma prática diferente. Eu vou conquistar o voto através da minha história, da minha vida, da minha experiência e do meu compromisso futuro. Eu quero mostrar que eu sou um paraibano que nasceu no Sertão e buscou a oportunidade dada por Deus de vencer na vida. Eu me sinto na obrigação hoje de retribuir tudo que Deus me deu na vida em favor de uma Paraíba mais justa, mais humana e solidária”, pontuou.
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