Fechar
O que você procura?
Paraíba
Foto: Reprodução/Wikipédia
Continua depois da publicidade
Continue lendo
*Vídeo: ParaibaOnline
Os pombos presentes na área urbana de Campina Grande podem transmitir mais de 50 doenças, e a prática de alimentá-los tem contribuído diretamente para o aumento da população dessas aves na cidade.
O alerta foi feito pela coordenadora de Meio Ambiente da Secretaria de Serviços Urbanos e Meio Ambiente (Sesuma), da prefeitura municipal, Lilian Ribeiro, em entrevista ao Jornal da Manhã, da Rádio Caturité FM.
Segundo a coordenadora, o problema vai além da questão ambiental e passou a ser tratado como uma preocupação de saúde pública. Por isso, a Coordenação de Meio Ambiente atua em conjunto com a Vigilância Sanitária para monitorar a população de pombos e desenvolver ações de controle.
“Os pombos transmitem mais de 50 doenças, algumas bastante graves. A legislação federal determina que haja um controle ambiental desses animais e, quando a população atinge um determinado nível, recomenda medidas para controlar a natalidade”, explicou.
Lilian Ribeiro destacou que Campina Grande já realiza o monitoramento da quantidade de pombos existentes no município. Segundo ela, o crescimento da população dessas aves está diretamente ligado ao hábito, mantido por muitas pessoas ao longo dos anos, de oferecer alimento em praças e espaços públicos.
“Muita gente ainda acha bonito alimentar os pombos. Eu mesma tenho fotos da infância fazendo isso. Quem viveu em Campina Grande nas décadas de 1980 e 1990 sabe que era uma tradição. Mas foi justamente por conta desse costume que perdemos o controle sobre a quantidade de pombos na cidade”, afirmou.
Durante a entrevista, a coordenadora lembrou que a situação não é exclusiva de Campina Grande. Outros municípios paraibanos também enfrentam problemas semelhantes devido à oferta de alimento para essas aves.
“Já participamos de audiências no Ministério Público com outras cidades. Cabedelo sofre com esse problema por conta de uma fábrica de grãos que atrai muitos pombos. Lagoa Seca também registra uma grande quantidade dessas aves por causa da produção de animais na zona rural. É um desafio enfrentado por diversos municípios”, disse.
Além de evitar alimentar os pombos, Lilian Ribeiro orientou que moradores adotem medidas para impedir que as aves façam ninhos em imóveis.
Segundo ela, caixas de ar-condicionado, telhados e locais protegidos do vento costumam ser utilizados pelos animais como abrigo.
“A orientação é instalar telas e impedir o acesso dos pombos a esses espaços. Também existem equipamentos sonoros que reproduzem o som de predadores, como gaviões e águias, ajudando a afastar essas aves de determinados locais”, explicou.
A coordenadora ressaltou que a colaboração da população é fundamental para reduzir a proliferação dos pombos e minimizar os riscos à saúde pública.
“Não adianta apenas o poder público atuar. Se as pessoas continuarem oferecendo alimento, esses animais continuarão encontrando condições para se reproduzir. O controle depende da participação de toda a sociedade”, concluiu.
© 2003 - 2026 - ParaibaOnline - Rainha Publicidade e Propaganda Ltda - Todos os direitos reservados.