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*Vídeo: ParaibaOnline
Campina Grande registrou um aumento de 50% nas denúncias de fogueiras ilegais durante os festejos juninos deste ano.
O balanço foi divulgado pela coordenadora de Meio Ambiente da Secretaria de Serviços Urbanos e Meio Ambiente (Sesuma), da prefeitura municipal, Lilian Ribeiro, em entrevista ao Jornal da Manhã, da Rádio Caturité FM.
Entre as ocorrências, um caso chamou a atenção da equipe de fiscalização: uma fogueira foi acesa dentro de um condomínio fechado.
Segundo a coordenadora, a situação surpreendeu os fiscais e evidenciou a necessidade de reforçar a conscientização da população sobre os riscos e a proibição da prática na zona urbana.
“Eu sou campinagrandense e jamais gostaria de acabar com uma cultura como essa. No entanto, existe uma lei estadual que proíbe as fogueiras na zona urbana e uma recomendação do Ministério Público. A Sesuma, por meio da Coordenação de Meio Ambiente, atua apenas como órgão fiscalizador para fazer cumprir essas determinações, que levam em consideração questões ambientais e de saúde pública“, destacou.
Além do aumento nas denúncias, a coordenadora informou que também cresceu o número de fogueiras apagadas pelas equipes de fiscalização.
As ocorrências são comunicadas principalmente pelo Corpo de Bombeiros e pela Polícia Ambiental, órgãos que atuam em parceria com a Sesuma durante todo o período junino.
A gestora destacou que a configuração atual da cidade torna o acendimento de fogueiras ainda mais perigoso.
“Hoje temos muitas ruas asfaltadas, e o asfalto não suporta o calor da fogueira. Também há muita fiação elétrica, casas muito próximas umas das outras e doenças respiratórias que se agravam com a fumaça. A realidade é outra e precisamos conciliar a preservação das tradições com a segurança da população”, explicou.
Outro foco da fiscalização tem sido a comercialização da madeira utilizada para alimentar as fogueiras.
De acordo com Lilian Ribeiro, equipes maiores foram mobilizadas neste ano para combater também a venda irregular do material, principalmente em bairros periféricos, onde se concentra a maior parte das ocorrências.
A coordenadora alertou que o descumprimento da legislação pode resultar em sanções administrativas e ambientais.
“Quando uma pessoa acende uma fogueira, ela pode cometer infrações como receptação ilegal de madeira, descumprimento da lei estadual e poluição atmosférica. Dependendo da situação, ela pode ser autuada e receber multas que podem chegar ao valor de um salário mínimo para cada infração”, concluiu.
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