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Economia
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil/Arquivo
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*Vídeo: ParaibaOnline
O aumento no preço do querosene de aviação voltou a preocupar o setor aéreo brasileiro e pode impactar diretamente quem pretende viajar nos próximos meses. O tema foi destaque na coluna Pé na Estrada, apresentada semanalmente pelo agente de viagens Alessandro Sousa no Jornal da Manhã, da Rádio Caturité FM.
Segundo Alessandro, embora tenha ocorrido uma pequena redução recente no valor do combustível, ela não foi suficiente para compensar o forte reajuste acumulado nos últimos meses.
Em determinado momento, o querosene de aviação chegou a registrar uma alta próxima de 100%, elevando significativamente os custos das companhias aéreas.
“O combustível representa cerca de 35% de todo o custo operacional de uma empresa aérea, percentual que pode ser ainda maior diante dos reajustes recentes. Esse cenário acende um sinal de alerta para o segundo semestre”, explicou.
De acordo com o especialista, Latam, Azul e Gol estudam reduzir a oferta de voos como estratégia para minimizar os impactos financeiros. O desafio, segundo ele, é equilibrar as contas sem afastar passageiros.
“Repassar todo esse aumento para o preço das passagens faria a demanda cair drasticamente. Por isso, as empresas buscam alternativas para manter a operação viável”, destacou.
Uma das soluções avaliadas é substituir aeronaves maiores por modelos mais econômicos em rotas regionais. Alessandro explicou que a diferença no consumo de combustível é significativa.
“Enquanto um jato pode consumir cerca de 1.500 quilos de combustível em determinado trajeto, um turboélice, como o ATR, utiliza aproximadamente 450 quilos. Isso faz com que os jatos deixem de ser a primeira opção em voos curtos”, afirmou.

Foto: ParaibaOnline
Campina Grande pode sentir os impactos
Na avaliação de Alessandro Sousa, Campina Grande também poderá sofrer reflexos desse cenário entre os meses de agosto e outubro, período em que as companhias devem revisar suas malhas aéreas.
Atualmente, o município conta com voo diário da Latam para Brasília e operações da Gol com destinos para Salvador, São Paulo (Congonhas) e Recife.
Apesar da preocupação, há uma notícia positiva: a Azul confirmou que, a partir de agosto, passará a operar a rota para Belo Horizonte com uma aeronave de maior capacidade, oferecendo 174 assentos, o que deve ajudar a manter a oferta de passageiros na região.
O agente de viagens destacou que as definições mais concretas sobre possíveis cortes de voos devem ocorrer ao longo do mês de julho, quando as empresas concluirão o planejamento para o segundo semestre
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