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Dom Dulcênio celebra Jubileu e exclama “uma felicidade indizível”

Da Redação*
Publicado em 17 de junho de 2026 às 19:18

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Foto: Pascom CG

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Há 25 anos, na Catedral de Nossa Senhora de Guadalupe, em Estância, Sergipe, Dom Dulcênio Fontes de Matos recebia a plenitude do sacramento da Ordem e era sagrado bispo da Igreja. 

Iniciava-se ali uma caminhada marcada pela entrega, pelo serviço e pela dedicação ao anúncio do Evangelho, uma missão que, ao longo de mais de duas décadas, alcançou inúmeras vidas e comunidades por meio do seu ministério episcopal.

Na noite desta terça-feira, 16 de junho, a Diocese de Campina Grande reuniu-se para render graças a Deus pelo Jubileu de Prata Episcopal de seu pastor.

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A solene celebração aconteceu no estacionamento do Seminário Diocesano São João Maria Vianney, no bairro do Alto Branco, em Campina Grande.

Vivendo atualmente seus quase nove anos à frente da Diocese, Dom Dulcênio celebrou este marco significativo cercado pelo carinho do povo de Deus e pela presença de muitos irmãos no episcopado, vindos de diferentes estados do país e das dioceses que compõem o Regional Nordeste 2 da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil). 

Entre os presentes estiveram o Arcebispo Metropolitano da Paraíba, Dom Delson Pedreira da Cruz, e o vice-presidente do Regional Nordeste 2, Dom Antônio Carlos Cruz Santos, além de diversos bispos que se uniram a este momento de gratidão e comunhão eclesial.

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A celebração também contou com a participação do clero diocesano, de sacerdotes convidados de outras dioceses, diáconos, seminaristas, religiosos e religiosas, e a família do bispo que se uniram em oração para agradecer pelo testemunho de fé e serviço de Dom Dulcênio ao longo destes 25 anos de ministério episcopal.

Sob o lema episcopal “Para a vida do mundo”, Dom Dulcênio segue testemunhando a presença de Cristo Bom Pastor, conduzindo a Igreja Particular de Campina Grande com zelo, proximidade e espírito missionário, tornando visível, através de sua vocação, a fidelidade de Deus que continua a agir na história por meio daqueles que se colocam a serviço do Evangelho.

Pregação

A homilia foi proferida por Dom Delson, que destacou que os 25 anos de episcopado de Dom Dulcênio são motivo de ação de graças pela fidelidade de Deus e pela resposta generosa do bispo ao chamado de Cristo.

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Pascom CG

Dom Dulcênio celebra 25 anos de episcopado e reafirma amor por Campina Grande

“Rendamos graças a Deus pelos 25 anos de ministério episcopal de Dom Dulcênio Fontes de Matos. O episcopado é um dom muito especial: ser enviado por Jesus Cristo é ser apóstolo do Senhor. Jesus mesmo o chamou, e solícito, Dom Dulcênio disse SIM, eis-me aqui. Disse sim para o ministério sacerdotal e, amadurecido e bem formado, disse sim para o ministério episcopal”, iniciou o arcebispo.

O Arcebispo também ressaltou a dimensão profética do episcopado, destacando a dedicação de Dom Dulcênio à pregação do Evangelho, ao cuidado com os sacerdotes, à formação no seminário e à proximidade com as comunidades.

Ao concluir, afirmou que a celebração jubilar reconhece tudo o que Deus realizou por meio do bispo diocesano. 

Comparando sua missão ao “vinho bom”, ele agradeceu pela generosidade de Dom Dulcênio e pediu que o Senhor continue sustentando seu ministério com alegria, sabedoria e paz.

“Deus realmente faz maravilhas nos seus servos. Jesus continua transformando água em vinho, utilizando o que existe de mais humano, em motivo de alegria, para que a Festa dos Filhos de Deus continue! A Diocese de Capina Grande tem motivos mil para agradecer ao seu Pastor tanta generosidade, entrega, dedicação e muito amor. Certamente, ele se sente muito perdoado por Deus, e por isso ama tanto”, findou o arcebispo paraibano.

Alocução de Dom Dulcênio

O bispo campinense destacou que o jubileu não é a comemoração de uma trajetória pessoal, mas a contemplação da ação de Deus em sua vocação. Recordando sua ordenação episcopal em 2001, ele reafirmou a importância do lema que tem guiado toda a sua missão pastoral.

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Pascom CG

“Celebrar 25 anos de episcopado não é olhar para uma carreira, mas contemplar um mistério. Ao olhar para trás, sinto-me como aquele jovem padre que, em 2001, recebeu o chamado do Papa São João Paulo II. Eu era, então, o bispo mais jovem do Brasil. A juventude trazia o ardor, mas a graça de Deus trouxe a sustentação. O lema que escolhi, “Pro Mundi Vita” — “Para a Vida do Mundo”, extraído do Evangelho de São João, tem sido a bússola que guiou meus passos por terras sergipanas, alagoanas e, agora, paraibanas”, discorreu.

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Em sua reflexão, o bispo relembrou as etapas marcantes de seu ministério. Recordou os anos de serviço em Sergipe, como bispo auxiliar de Aracaju, e a experiência vivida em Palmeira dos Índios, em Alagoas.

“Parece que o povo precisava de um rosto jovem que mostrasse que a Igreja está viva, e ali eu me dei, sem reservas, aprendendo que o bispo não é para si, mas um dom para o mundo. De fato, para a vida do mundo! (…) Em Palmeira, o pastor precisou ser aquele que gera vida: cuidei das vocações como quem cuida de um jardim precioso”, verbalizou o bispo campinense.

Ao falar sobre Campina Grande, Dom Dulcênio expressou profunda gratidão e carinho pela Diocese. Destacou que foi na Serra da Borborema que encontrou a plenitude de sua missão episcopal, vivendo uma intensa comunhão com o clero e os fiéis.

“Irmãos e irmãs de Campina Grande, é com uma felicidade indizível que celebro este Jubileu de Prata aqui. Se em Aracaju fui servo e em Palmeira fui pai, aqui em Campina Grande o “Pro Mundi Vita” se traduz em entrega total. Ser vosso bispo no Planalto da Borborema é a coroação de uma caminhada onde o carisma do pastor se torna unidade”, salienrtou.

Concluindo sua mensagem, Dom Dulcênio renovou seu compromisso de continuar servindo à Igreja com fidelidade e humildade. 

Em vez de homenagens, pediu orações para perseverar na missão recebida e confiou seu ministério à proteção de Nossa Senhora da Conceição.

“Ao completar 25 anos de ordenação episcopal, não peço honras. Peço orações para que eu nunca perca o entusiasmo de ser “Para a Vida do Mundo”. O lema que escrevi no brasão há um quarto de século é o mesmo que hoje assino com a minha vida no altar desta Catedral. Peço que o Senhor me dê a saúde e a sabedoria para continuar sendo o Pastor que caminha à frente para guiar, atrás para amparar e no meio para ouvir”, concluiu o prelado campinense.

Homenagens

Representando o Regional Nordeste 2 da CNBB, Dom Antônio Carlos Cruz Santos, vice-presidente do Regional, expressou gratidão pelo testemunho e pela missão exercida por Dom Dulcênio. 

Em sua saudação, destacou a riqueza de sua experiência pastoral em diferentes realidades eclesiais, recordando sua passagem por Aracaju (SE), Palmeira dos Índios (AL) e Campina Grande. Segundo Dom Antônio Carlos, embora seja uma única Igreja, cada diocese possui suas particularidades, exigindo do pastor sensibilidade, discernimento e espírito missionário. 

Ele também ressaltou a seriedade com que Dom Dulcênio assume os serviços confiados pela Igreja, recordando sua atuação junto à Pastoral Familiar e, atualmente, na Comissão Regional para a Catequese, sempre desempenhando suas funções com dedicação, responsabilidade e profundo espírito de comunhão.

Em nome dos catequistas, Giselma, ministra da Catequese que recebeu seu ministério pelas mãos de Dom Dulcênio, manifestou gratidão pelo cuidado e incentivo oferecidos pelo bispo à missão catequética. 

Em sua fala, ela ressaltou que a celebração reunia toda a Igreja Diocesana para agradecer a Deus pela vida e pelo testemunho de um pastor que tem dedicado à evangelização e à formação da fé do povo de Deus.

Já o vigário geral da Diocese, padre Luciano Guedes, recordou que a Igreja de Campina Grande se reunia em um dia de alegria para celebrar os 25 anos de vida episcopal de Dom Dulcênio. 

O sacerdote realçou que o jubileu representa uma história marcada pela generosidade, fidelidade e amor à missão recebida de Cristo. Também enfatizou que a expressiva participação dos fiéis na celebração reflete o carinho, a confiança e a comunhão construídos ao longo dos anos entre o bispo e o povo que lhe foi confiado.

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Como sinal concreto de gratidão de toda a Diocese de Campina Grande, os padres Luciano Guedes, Evanilson de Sousa, ecônomo, Rodolfo Lucena, chanceler, e José Marcondes, representante do clero, entregaram a Dom Dulcênio um báculo. 

O presente simboliza o ministério do bispo como pastor que guia, sustenta e cuida do rebanho confiado por Cristo, tornando-se uma expressão visível do reconhecimento e da gratidão da Igreja Diocesana por sua vida doada ao serviço do Evangelho.

*com texto de pascom/cg
Fotos: Pascom Diocesana

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