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Saiba quem vai apitar o jogo de estreia do Brasil na Copa do Mundo

Da Redação*
Publicado em 10 de junho de 2026 às 10:37

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Foto: Rodrigo Ferreira/CBF

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A Fifa anunciou que a estreia do Brasil na Copa do Mundo, contra Marrocos, será apitada pelo esloveno Slavko Vincic. O duelo será realizado no próximo sábado, às 19h (de Brasília).

Vincic, de 44 anos, será auxiliado por Tomás Klancnik e Andraz Kovacic, ambos eslovenos. O VAR não foi divulgado pela Fifa.

Vincic é um dos principais árbitros do futebol europeu. O esloveno é presença frequente em jogos decisivos da Champions.

O esloveno já apitou uma final de Champions. Ele foi o árbitro da decisão entre Real Madrid e Borussia Dortmund, em 2024, que terminou com vitória dos madrilenhos por 2 a 0.

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BARRADO

O árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, que iria apitar a Copa do Mundo, disse estar decepcionado após ter sua entrada barrada nos EUA. Ele seria o primeiro árbitro da Somália a atuar no torneio.

Em entrevista ao The New York Times, Artan afirmou que sua documentação de imigração e as credenciais emitidas pela Fifa (Federação Internacional de Futebol) estavam em ordem para entrar no país e exercer a função no campeonato.

“Eu tinha os documentos certos e tudo mais. Eu tinha o visto correto”, disse Artan, acrescentando que também apresentou documentos que comprovavam sua carreira como árbitro profissional.

“Acho que eles têm um problema com o meu país”, afirmando que retornaria à capital somali, Mogadíscio, na quarta-feira (10).

O árbitro também disse que participar do torneio teria sido um símbolo de sucesso para os somalis. “Sou simplesmente um árbitro que está tentando viver seu sonho, o maior sonho da minha vida, vir para a Copa do Mundo.”

Apesar da situação, ele afirmou estar com bom humor. “Estou focado nos próximos desafios da minha carreira de arbitragem. Gostaria de agradecer à Fifa e à CAF (Confederação Africana de Futebol) por todo o apoio e prometo manter meu nível de arbitragem enquanto me concentro no futuro”, disse, segundo o jornal Miami Herald.

Artan foi um dos 52 árbitros selecionados para atuar na competição, que será realizada nos EUA, México e Canadá. Ele era um dos sete árbitros africanos escolhidos para o torneio.

O árbitro desembarcou no Aeroporto Internacional de Miami no sábado, cinco dias antes do primeiro jogo do torneio, na quinta-feira (11), mas foi impedido de entrar nos Estados Unidos por agentes de fronteira, que o interrogaram durante toda a noite.

Segundo Artan, a entrevista de imigração durou mais de 11 horas. Em seguida, conta, foi levado para uma cela, onde permaneceu sob custódia. Depois, foi colocado em um voo para Istambul, na Turquia. Os agentes não informaram o motivo da recusa de sua entrada no país.

Questionada, a Fifa disse que “não se envolve no processo de imigração dos países-sede, incluindo a concessão de vistos”. A entidade também afirmou ter sido informada pelas autoridades de que a situação de Artan não será alterada neste momento.

Em nota, o Ministério da Juventude e dos Esportes da Somália defendeu a “integridade” do árbitro e manifestou seu “apoio incondicional” no caso. A pasta afirmou ter se envolvido em negociações diplomáticas com o governo dos Estados Unidos e a Fifa, mas disse não ter sido possível alcançar um resultado positivo.

“Omar Abdulkadir Artan figura entre os árbitros mais respeitados da África e […] negar-lhe a entrada nos Estados Unidos e impedi-lo de arbitrar […] prejudica não apenas sua pessoa, mas também enfraquece o compromisso do futebol com a justiça, o mérito e o espírito de jogo limpo”, afirmou Ciise Aden Abshir, conselheiro do Ministério dos Esportes somaliano, à AFP.

Integrante do quadro da Fifa desde 2018, Omar Artan atua na liga da Somália e foi eleito Árbitro do Ano pela CAF (Confederação Africana de Futebol) em 2025.

A Somália é um dos vários países cujos cidadãos estão sujeitos a uma proibição de entrada nos Estados Unidos imposta pelo governo de Donald Trump. No fim de novembro do ano passado, o republicano descreveu o país como “podre” e declarou sua intenção de acabar com o status especial que protege cidadãos somalis da deportação.

* MATHEUS DOS SANTOS  * UOL/FOLHAPRESS

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