À espera da decisão das ´togas´
Gesto retórico
O PT, por intermédio de sua direção nacional, divulgou na noite de segunda-feira uma ´Carta´ direcionada ao eleitorado evangélico, segmento hostil à legenda e ao presidente Lula.
“Os governos do PT nunca se opuseram às igrejas, sempre tiveram uma postura de respeito e de reconhecimento da importância e do papel da Igreja Evangélica”, grifa o texto.
Sem o uso da fé
Noutro trecho, sublinha-se que a legenda petista estimula “a presença ativa das evangélicas e dos evangélicos nos debates públicos, na formulação de propostas e na construção dos caminhos que definirão o futuro do país”.
Adiante, repele “o uso eleitoral da fé“, e acentua que “não se deve tirar proveito político de uma coisa sagrada”.
Postulados
“A defesa da democracia, da justiça social, da reforma agrária, o enfrentamento à fome, a valorização do trabalho, a proteção dos mais vulneráveis fazem parte da mensagem de Jesus“, enfatizam os dirigentes petistas.
“Unida”
Novo líder da oposição na Assembleia Legislativa da Paraíba, o deputado Aledson Moura (PL) disse ontem que “recebo com muita humildade e com os pés no chão essa missão”
À sua ótica, “precisamos pautar pontos importantes. E a oposição está completamente unida. O que une a oposição é a defesa do povo paraibano. Só existe aqui uma oposição: ao governo estadual”.
Nada impede
Após recordar que “votei publicamente” em Efraim Filho em 2022 (disputa para o Senado), o deputado estadual Hervázio Bezerra (MDB) disse que trabalha “com todo fervor e com todo vigor para a eleição de Cicero Lucena”.
“Janela bem aberta”
Ato contínuo, ele observou que “se, por ventura, Cicero não fosse para o 2º turno, não teria nenhum problema em trabalhar por Efraim, porque trabalho pelas oposições”, acrescentando que “as oposições só ganham a eleição se ficarem com uma janela bem aberta para uma composição no 2º turno”.
Isolado
Bezerra lamentou o fato de não ter sido “sequer consultado” para a escolha do novo líder do bloco oposicionista na ALPB.
“Não recebi sequer uma ligação de um companheiro de partido para me informar a esse respeito”, assinalou.
Timoneiros
A pré-campanha de Cícero Lucena divulgou a criação de um “conselho político” para a campanha em curso, que contará com as presenças de Nominando Diniz e Fernando Catão, ex-conselheiros do Tribunal de Contas da Paraíba.
Ex-senador
Chegou a ser mencionado o nome nesse conselho de Cássio Cunha Lima, mas o próprio descartou a possibilidade alegando impedimentos contratuais”.
Operacionais
O futuro candidato a vice-governador, Diogo Cunha Lima, será o coordenador geral da campanha.
Existirão núcleos centrais da campanha ´cicerista´ em João Pessoa – coordenado pelo prefeito Leo Bezerra e pelo deputado estadual Felipe Leitão – e em Campina, surpreendentemente gerido pelos candidatos a deputado federal Jhony Bezerra (MDB) e Romero Rodrigues (Podemos).
Da boca de…
“… Na Paraíba, os candidatos do presidente Lula ao Senado são João Azevêdo e Veneziano Vital do Rêgo. O presidente nunca omitiu sua posição. Isso não significa que Nabor Wanderley não tenha o respeito do presidente. Ele reconhece sua liderança…” (Edinho Silva, presidente nacional do PT).
No arraial
Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais e presidenciável do Partido Novo, visitará a Paraíba no próximo dia 21.
“Golpe” na FPA
O paraibano Hugo Motta (Republicanos), presidente da Câmara Federal, discursou ontem na tradicional festa junina da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), noticiou o ´Estadão´.
Ele brincou que o presidente da FPA, deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), deu “um golpe” para permanecer no posto.
Reeleição
“Você hoje tem a responsabilidade de presidir a FPA, inclusive deu um golpe para poder se reeleger. E a gente vê a importância dessa Frente na Casa”, declarou Motta, ao enaltecer Lupion.
Situando
Hugo se referiu à decisão da FPA de novembro de 2024 que alterou o próprio regime estatutário e abriu caminho para mais dois anos de mandato de Lupion.
Compasso de espera
A Assembleia Legislativa da Paraíba terá um ´recesso branco´ a partir da próxima semana (dia 17), ficando à espera da apreciação das ações que tramitam no Supremo Tribunal Federal e são relacionadas aos percentuais do orçamento estadual destinados às emendas parlamentares impositivas.
Quando houver a decisão judicial, os deputados serão convocados para apreciar e votar as adequações necessárias.
O que as eleições separaram o ´Master´ pode juntar…