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*Vídeo: ParaibaOnline
O Conselheiro Federal de Medicina e 3º vice-presidente do Conselho Regional de Medicina da Paraíba, Antônio Henriques, comentou neste sábado (06) o crescimento da comercialização de receitas e atestados médicos falsos por meio das redes sociais.
Durante participação no Jornal da Manhã, da Rádio Caturité FM, Henriques afirmou que o Conselho Federal de Medicina desenvolveu uma ferramenta para ampliar a segurança e a rastreabilidade dos documentos médicos, mas ela foi descontinuada por decisões judiciais.
“O Conselho Federal de Medicina criou a plataforma Atesta CFM para que todo atestado médico fosse emitido via essa plataforma e pudesse ser validado. A Justiça brasileira, infelizmente, derrubou a obrigatoriedade do uso dessa plataforma”, observou o médico.
Antonio Henriques criticou a facilidade com que documentos falsificados são comercializados e utilizados.
“É a velha história de que o crime compensa porque imagine quantos e quantos atestados estão sendo comprados e vendidos por R$ 20, R$ 30, R$ 40, muitas vezes com assinatura falsa, com carimbo que foi roubado”, pontuou.
Segundo Antônio Henriques, embora a plataforma continue disponível para profissionais e instituições, a ausência de obrigatoriedade limita sua efetividade no combate às fraudes.
“A plataforma existe, está disponível, mas ela é de uso hoje opcional e basicamente do jeito que ela está hoje não serve para muita coisa”, lamentou.
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Submundo da medicina: a venda de atestados médicos falsos por aplicativos
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