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*Vídeo: ParaibaOnline
Símbolo das festas juninas e ingrediente principal de dezenas de receitas típicas, o milho vai muito além da mesa dos nordestinos. O cereal movimenta a economia, fortalece a agricultura familiar e ajuda a explicar uma das tradições mais marcantes do São João.
O tema foi abordado pela pesquisadora Juliana Carneiro, do Instituto Nacional do Semiárido (Insa), durante participação no Jornal da Manhã, da Rádio Caturité FM, nesta segunda-feira (1º).
Segundo a pesquisadora, a forte ligação entre o milho e o período junino está diretamente relacionada ao calendário agrícola da região.
“O milho é plantado historicamente no Dia de São José, em março, e o ciclo dura em torno de 90 dias. A colheita acontece justamente no período de São João. Por isso a gente tem essa cultura tão forte do milho nessa época”, explicou.
Juliana destacou que, apesar de ganhar mais visibilidade em junho, o milho faz parte da alimentação dos nordestinos durante todo o ano, principalmente por meio do cuscuz.
Além do valor cultural, o cereal também possui importantes benefícios nutricionais.
“O milho é um alimento rico em carboidratos complexos, fibras, antioxidantes e vitaminas do complexo B. É um alimento saudável e muito rico em nutrientes”, afirmou.
A pesquisadora ressalta que preparações típicas como pamonha, canjica, mungunzá e bolos costumam ter maior valor calórico devido à adição de açúcar, manteiga e outros ingredientes, mas continuam sendo alimentos nutritivos.
Com as chuvas registradas este ano em boa parte do Nordeste, a expectativa é de uma safra abundante, o que deve aumentar a oferta do produto e beneficiar produtores e consumidores.
“Se as chuvas são boas, a colheita também será boa. Este ano tivemos um período favorável, então é possível que a safra de milho seja farta”, observou.
Juliana também destacou o impacto econômico da cultura do milho para milhares de famílias da região.
“O milho movimenta muito a economia local nesse período. Ele gera renda para quem planta, para quem comercializa e para quem transforma o produto em outros alimentos. Existe toda uma cadeia econômica que gira em torno dele”, disse.
Versátil, o cereal também é utilizado na alimentação animal, na produção de amido, xaropes e até combustível.
Para a pesquisadora, essa diversidade de aplicações ajuda a explicar a importância do milho para o Nordeste.
“O milho tem infinitas possibilidades de consumo. É um produto extremamente versátil e fundamental para a economia e para a cultura da nossa região”, concluiu.
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