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Foto: Tércio Teixeira/Folhapress
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É impossível pensar em Copa do Mundo sem ouvir o icônico “tsamina mina he he” ecoando na mente.
Lançada em 2010 como tema do mundial na África do Sul, “Waka Waka”, de Shakira, consolidou a cantora colombiana como o maior símbolo musical da competição.
Agora, a força dessa união histórica se repete: devido ao seu impacto cultural inabalável, Shakira foi convidada novamente para integrar a trilha sonora oficial do torneio, prometendo resgatar a energia que conquistou o planeta.
“Dai Dai“, que promete ser bastante ouvida nos próximos meses, teve o seu videoclipe gravado no Brasil, mais precisamente no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro.
Feita em parceria com o cantor nigeriano Burna Boi, a música promete ser um hit dançante, como se espera das criações da colombiana.
A cada edição a Fifa lança uma seleção de músicas oficiais canções com letras que falam sobre a união entre povos e a celebração do futebol, com artistas da nação-sede da vez.
Mas você sabia que as primeiras Copas não contavam com uma música oficial? O torneio começou em 1930, no Uruguai, mas foi só em 1962, no Chile, que a Fifa decidiu eleger uma canção para representar a edição.
A escolhida foi “El Rock del Mundial”, tocada pelo grupo chileno Los Ramblers. Era um rock animado, a cara da época, e acabou marcando o início de uma tradição no futebol mundial.
Um dos mais memoráveis hits da geração dos seus pais foi o da edição de 1998, na França, quando o porto-riquenho Ricky Martin trouxe “La Copa de la Vida”. Até hoje, o “ale ale ale” do refrão virou símbolo de futebol.
Mas se você perguntar para alguém mais novo qual a música que mais representa a Copa do Mundo, provavelmente “Waka Waka (This Time for Africa)”, vai ser a resposta.
A canção foi lançada para comemorar a Copa na África do Sul e se tornou um fenômeno. Shakira pegou emprestada uma melodia tradicional dos Camarões, na África, chamada “Zangaléwa”, que era cantada por soldados e crianças há gerações.
Hits da Copa
Porém outras canções bem lembradas da Copa não tiveram o selo oficial da Fifa.
Em 2010, “Wavin’ Flag”, do cantor somaliano K’naan, era apenas uma campanha de publicidade da Coca-Cola, patrocinadora do evento, mas a melodia do refrão era tão forte que até hoje ressurge quando se fala de futebol. É um que é mais ou menos assim: “oh oh oh oh”.
Quando foi a vez do Brasil sediar a Copa, a história se repetiu. A música oficial era “We Are One”, com Pitbull, Jennifer Lopez e a brasileira Claudia Leitte, mas duas canções feitas para o intervalo comercial, “La La La”, de Shakira com o músico Carlinhos Brown, e “Glad You Came”, da boy band americana The Wanted, acabaram chamando mais atenção do público e virando os hinos informais.
Já em 2022, no Qatar, a Fifa apostou em grandes nomes, como o do cantor Jungkook, do grupo de k-pop BTS, mas nenhuma música teve um grande impacto.
O que definiu sonoramente aquela Copa foi uma vinheta instrumental que tocava antes dos jogos na TV e acabou virando meme nas redes, com sua levada árabe.
A primeira música oficial de 2026 parece caminhar para essa mesma direção. Ao ser lançada, “Lighter”, de Jelly Roll e Carin León, não contou com nenhuma comoção.
Torcedores
Mas não são só as músicas gravadas em estúdio que embalam a Copa.
As torcidas de cada país chegam com seus próprios gritos nas arquibancadas. A brasileira tem no repertório duas que sãp assim: “eu sou brasileiro com muito orgulho, com muito amor” e “Brasil pentacampeão”, que a torcida canta esperando, um dia, virar “hexacampeão”.
Será que rola neste ano? Isso sem falar de músicas brasileiras que acabam virando a cara da Copa, como “País do Futebol”, do MC Guimê.
A Copa também popularizou instrumentos característicos de países que a sediaram. O mais famoso é a vuvuzela, aquela corneta de plástico que emite apenas uma nota: si bemol. Quando milhares de pessoas tocam ao mesmo tempo, cria um som que exala jogo de futebol.
Em 2014, o músico baiano Carlinhos Brown tentou trazer para as arquibancadas a caxirola, um instrumento de percussão inspirado no chocalho utilizado na capoeira.
Foi aprovado pela Fifa, recebeu aval oficial e prometia ser o grande símbolo da edição, mas não durou: torcedores irritados com o placar jogaram o instrumento em campo durante um jogo-teste e ele foi proibido antes mesmo de a Copa começar. O que nos deixa apenas com a vuvuzela, que honestamente, já faz um som e tanto.
A edição deste ano, que acontece nos Estados Unidos, no México e no Canadá, vai trazer ainda mais música: pela primeira vez a final da Copa do Mundo terá um show no intervalo.
A ideia é reproduzir a fórmula de grandes eventos esportivos como o Super Bowl, só que dessa vez ao som da banda Coldplay.
A final acontece em 19 de julho de 2026 no MetLife Stadium, em Nova Jersey, perto de Nova York.
*Carol Pfeiffer/folhapress
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