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Foto: Divulgação/PF -arquivo
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Uma reportagem exibida pelo Fantástico revelou que o chefe da facção ‘Tropa do Amigão’, identificado como Flávio de Lima Monteiro, o Fatoka, comandava ações criminosas em Cabedelo à distância e teria se infiltrado na administração pública por meio de um esquema envolvendo contratos de empresas terceirizadas.
Segundo documento da Polícia Federal obtido pela Rede Paraíba, arquivos extraídos de um backup do iCloud mostraram conversas, ordens de execuções, negociação de drogas e articulação de um esquema que desviava recursos públicos.
As investigações apontam que o grupo criminoso utilizava contratos de serviços terceirizados com o poder público para empregar pessoas ligadas à facção, criando uma chamada folha de pagamento paralela. Os valores pagos pelas prefeituras retornariam a integrantes da organização e agentes políticos na forma de propina.
Esquema pode ter desviado R$ 270 milhões na Prefeitura de Cabedelo
De acordo com a PF, o material apreendido inclui mensagens em que o investigado trata da comercialização de drogas como cocaína, skank, haxixe e maconha, além de diálogos sobre o envio de entorpecentes para a Paraíba e organização logística de distribuição.
O documento também descreve conversas sobre execuções de rivais de facções concorrentes, com autorização para ações violentas em áreas de disputa do tráfico em João Pessoa e região metropolitana.
A investigação ainda cita depoimentos que indicam a atuação de ex-gestores e intermediários em um esquema de manutenção de contratos e influência dentro da administração municipal, com posterior desdobramento após operações policiais.
A Polícia Federal afirma que a estrutura criminosa utilizava empresas terceirizadas para inserir indicados na máquina pública, desviando recursos e financiando atividades ilícitas, com mecanismos que dificultavam o rastreamento do dinheiro.
A operação resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão e no afastamento de investigados, além da proibição de acesso de diversos citados às dependências da prefeitura. As defesas dos citados negam envolvimento e afirmam que não houve participação em qualquer esquema ilegal.
*com informações adicionais do g1pb
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