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Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
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Novos dados da Pnad Contínua, divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (8), revelam o tamanho da desigualdade de renda no país em 2025.
Enquanto a parcela mais vulnerável da população (os 5% mais pobres) sobrevive com uma renda per capita de apenas R$ 299 por mês, o topo da pirâmide econômica (o 1% mais rico) registra ganhos superiores a R$ 15,2 mil mensais.
O levantamento detalha os rendimentos de todas as fontes e expõe a concentração de riqueza que ainda desafia a economia brasileira.
A renda domiciliar per capita soma os recursos obtidos pelos moradores de um lar e divide esse dinheiro pelo número de pessoas.
Por exemplo: se uma mulher ganha R$ 5.000 por mês e vive com um filho (mãe solo), o rendimento domiciliar por pessoa é de R$ 2.500.
Podem entrar no cálculo recursos obtidos com o trabalho ou outras fontes. As outras fontes pesquisadas pelo IBGE são as seguintes:
– aposentadoria e pensão;
– aluguel e arrendamento;
– pensão alimentícia, doação e mesada de não morador;
– programas sociais de transferência de renda do governo federal (como Bolsa Família e BPC), dos estados ou dos municípios;
– outros rendimentos, como rentabilidade de aplicações financeiras, bolsas de estudo, direitos autorais, exploração de patentes etc.
Entre os 5% mais pobres, o rendimento por pessoa era de até R$ 299 por mês em 2025. Se a análise considerar uma base mais ampla, dos 30% mais pobres, o rendimento máximo fica em R$ 906 por pessoa.
Na fatia da população que ganhava acima dos 30% mais pobres e abaixo dos 20% mais ricos, uma camada intermediária, a renda correspondia a mais de R$ 906 até R$ 2.958 por pessoa.
Esse seria o caso hipotético da mãe com o filho citado no início deste texto (R$ 2.500 por pessoa).
Ainda segundo a Pnad, os 20% mais ricos ganhavam mais de R$ 2.958 por mês por pessoa no ano passado.
Porém, como o grupo com os maiores rendimentos é bastante heterogêneo, especialistas recomendam um olhar mais detalhado para ele.
Quando a análise considera os 10% mais ricos, a renda per capita ficava acima de R$ 4.609 no ano passado. Já os 5% mais ricos recebiam acima de R$ 6.900.
Por fim, o 1% mais rico tinha ganho per capita superior a R$ 15.214 por mês.
A análise considera o rendimento bruto. Segundo o IBGE, ganhos esporádicos, como aqueles de loterias ou similares, não são captados.
André Salata, coordenador do laboratório de estudos PUCRS Data Social, diz que a renda per capita é importante para analisar o bem-estar das pessoas.
“O bem-estar depende muito do rendimento do grupo familiar, porque os recursos são divididos na família”, afirma.
Renda por pessoa de cada faixa no Brasil
– 5% mais pobres: até R$ 299
– 10% mais pobres: até R$ 451
– 20% mais pobres: até R$ 694
– 30% mais pobres: até R$ 906
– Grupo acima dos 30% mais pobres e abaixo dos 20% mais ricos: mais de R$ 906 até R$ 2.958
– 20% mais ricos: mais de R$ 2.958
– 10% mais ricos: mais de R$ 4.609
– 5% mais ricos: mais de R$ 6.900
– 1% mais rico: mais de R$ 15.214
+Fonte: IBGE_
*Rendimento domiciliar per capita por mês em 2025 (soma a renda dos moradores de um domicílio e divide essa quantia pelo número de pessoas)
*com informações de Leonardo Vieceli/folhapress
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