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Política
Foto: Leonardo Silva/ParaibaOnline
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O senador Veneziano Vital do Rêgo questionou, nesta sexta-feira (08), a condução política do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva diante das articulações em torno do projeto de reeleição presidencial e do possível enfraquecimento da gestão no Congresso Nacional, após a recente rejeição do nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal.
Veneziano apontou falhas estratégicas na indicação do advogado-geral da União para a Corte e afirmou que defendia o nome do senador Rodrigo Pacheco para a vaga.
“Eu torcia e nunca neguei, como todo o Senado torcia, para que a sugestão recaísse sobre o nome do ex-presidente Rodrigo Pacheco. Acho que seria um gesto e recairia sobre um perfil muito competente, de formação indiscutível, que teve uma atuação em defesa das nossas instituições que todos nós reconhecemos e teria sido indicado, inquestionavelmente, por unanimidade”, declarou.
Apesar disso, o senador reconheceu a qualificação de Jorge Messias e criticou o que classificou como avaliações “contaminadas” por posicionamentos políticos.
“A análise sobre quem é indicado deveria ser única e tão somente objetiva: esse cidadão tem perfil para ocupar o cargo? Tem conhecimento? Aquilo que ele ocupou correspondeu às expectativas? São perguntas simples, diretas e de fáceis respostas, e todas essas respostas são favoráveis ao ex-ministro Jorge Messias”, afirmou.
Veneziano também lamentou o impacto histórico da rejeição da indicação pelo Senado.
“Eu deploro, porque fica um carimbo. Daqui a muitos anos, quando ele não mais existir, estará na história como um daqueles que, há 134 anos, foram rejeitados. E a gente imagina que foram rejeitados por serem pessoas más, incompetentes. Isso é uma injustiça”, disse.
Falta de apoio político
O parlamentar ainda destacou que a ausência de apoio do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, tornou a aprovação improvável desde o início.
“Sem o apoio do presidente, era possível dizer, sem exageros, que seria muito pouco provável conseguirmos. Não sou eu que estou dizendo. É porque, em um colégio pequeno de 81 senhores e senhoras, é muito mais fácil fazer essa identificação”, pontuou.
Alerta
Veneziano também fez um alerta ao Palácio do Planalto sobre a composição da base aliada e criticou partidos e lideranças que, segundo ele, permanecem no governo enquanto atuam politicamente contra a gestão federal.
“Eu acho que a gente passou do ponto. A gente deixou de entender que ter uma base de apoio político tem um recorte. Não dá para você constituir uma base de pessoas e partidos que, sabidamente, dentro do governo, trabalham clara, aberta, pública e indisfarçadamente contra o governo”, afirmou.
O senador defendeu uma reorganização política do campo governista, considerando eventuais impactos no contexto pré-eleitoral.
“Está na hora de o presidente e das instâncias partidárias aliadas, e efetivamente aliadas ao presidente Lula, entenderem que este momento é de fazer política. Estamos a dois meses das convenções, e não dá, ao meu sentir, para continuar tendo aqueles que se utilizam do governo para destruir o próprio governo”, concluiu.
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