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Foto: Agência Brasil
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O presidente da Câmara Federal, deputado Hugo Motta (Republicanos) disse que o debate sobre o fim da escala 6 x 1 já se arrasta por longos anos e que não foi criado e nem inventado porque há um processo eleitoral em curso.
O deputado esteve, nesta quinta-feira (07), em João Pessoa, participando de uma audiência pública realizada na Assembleia Legislativa para discutir com os parlamentares paraibanos sobre a Proposta de Emenda Constitucional.
Motta espera cumprir o cronograma de audiências para que até o final do mês de maio, mês do trabalhador, possa ter a aprovação da PEC, não só na Comissão Especial como também no Plenário da Câmara, para que dê tempo, justamente, de blindar a matéria da questão eleitoral.
Segundo ele, é pretensão ainda avançar para que o Senado Federal tenha tempo de votar antes do recesso e eles possam ir para o momento das eleições já com essa situação resolvida para que não haja vinculação, uma vez que todos vão disputar as eleições no segundo semestre.
“Eu penso que esse debate não terá um vencedor no campo eleitoral, teremos na verdade, a sociedade brasileira vencendo para o Brasil sair mais forte dessa discussão”, avaliou.
O deputado explicou ainda que a matéria entrou na pauta de prioridades da Câmara e que em parceria com o Poder Executivo, liderou diversos temas em favor do povo brasileiro, a exemplo da isenção total do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil, aprovado por unanimidade no Congresso Nacional, em 2025..
“Agora, a grande pauta nacional é a redução da jornada de trabalho e antes que o Executivo enviasse esse projeto de lei para a Câmara, nós já tínhamos o projeto da deputada Diana Santos (PCdoB-RS), autora da PL, que propõe o fim da escala de trabalho 6×1, substituindo-a pela escala 5×2, com redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem redução salarial e nós decidimos a tramitação por proposta de emenda à Constituição para que esse debate pudesse ser feito de maneira muito responsável”, defendeu.
Ele afirmou também que o mês de maio será intenso de audiências na Câmara e de audiências externas como a realizada em João Pessoa para que todos os setores possam falar. Motta espera que, ao final, seja elaborado um texto para tomar a decisão política de maneira mais equilibrada e eficiente possível.
“O que eu posso dizer é que sinto dentro da Câmara dos Deputados um ambiente muito favorável para aprovação dessa PEC. Eu sinto que independente da vinculação partidária, independente de ser do partido do governo e da oposição o grande vencedor desse debate será o trabalhador”, pontuou.
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