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Paraibana Mayana Neiva celebra prêmio como diretora: “Mordida pelo bichinho”

Da Redação
Publicado em 5 de maio de 2026 às 22:24

mayana

Foto: Reprodução/Instagram

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A atriz e diretora Mayana Neiva, 42, vive um momento de afirmação como criadora. 

Após anos dedicados à atuação, ela conquistou um prêmio no Beverly Hills Film Festival, em Hollywood, com o documentário “Onde Eu Começo?”, projeto íntimo que nasceu durante a pandemia e marca sua estreia na direção.

Conhecida por papéis de destaque na teledramaturgia, Mayana agora se afirma como diretora, conquistando a crítica internacional com seu primeiro projeto atrás das câmeras.

Segundo Mayana, a ideia do filme, que ganhou o troféu melhor documentário em curta-metragem pelo júri popular, surgiu a partir de um questionamento pessoal sobre identidade e origem. 

“Eu me perguntei onde é que a minha história começa, onde é que eu, como artista, começo”, afirma.

Mayana Neiva ganha prêmio por documentário em festival de cinema nos Estados Unidos

https://paraibaonline.com.br/entretenimento/2026/04/20/mayana-neiva-ganha-premio-por-documentario-em-festival-de-cinema-nos-estados-unidos/ 

Após anos vivendo fora do Brasil – incluindo uma temporada em Nova York -, ela passou a refletir sobre suas raízes. 

“Eu começo pela minha ancestralidade feminina e pela minha ancestralidade masculina”, diz.

O documentário foi filmado ao longo de três meses em Esperança, na Paraíba, e constrói um paralelo entre a volta de alguém ao seu lugar de origem e a história de seu avô, José Neiva. 

De origem humilde, ele trabalhou como balaieiro em feira até descobrir a fotografia e se tornar um dos principais nomes da área em Campina Grande.

“Ele terminou se tornando um dos maiores fotógrafos da Paraíba na época”, conta a neta, orgulhosa. A trajetória, segundo a atriz, foi determinante para sua formação. 

“Foi uma pessoa que me norteou os meus valores, por isso que o filme chama ‘Onde Eu Começo?‘”, diz.

Sem recorrer a recursos públicos ou a grandes produtoras, Mayana financiou o projeto com recursos próprios. 

“Foi um documentário feito sem nenhuma lei de incentivo, que eu fiz sozinha com a minha família, com o meu pai”, afirma.

O investimento, segundo ela, ficou entre R$ 80 mil e R$ 100 mil

“Era como se eu quisesse guardar a história do meu avô, como quem guarda uma mensagem numa garrafa para o tempo futuro”, resume.

A inscrição em festivais internacionais seguiu o caminho tradicional. O reconhecimento veio logo na primeira seleção. “Foram 7 mil filmes de 70 países, 400 foram para a competitiva”, conta.

Surpresa

A vitória, segundo ela, foi inesperada. 

“Eu fiquei sem ar, nem imaginei que isso ia acontecer”, afirma. Para a artista, o prêmio também revela um olhar do festival para narrativas diversas: “Eles premiaram pequenas histórias do mundo, histórias mais distantes”.

Embora não pretenda abandonar a atuação, Mayana afirma que foi “mordida pelo bichinho” da direção. “Eu me vejo já há um tempo como uma artista criadora”, diz. 

A experiência com o documentário reforçou esse caminho. “Acho muito importante a gente ter uma opinião sobre o mundo”, avalia.

Nos últimos anos, a atriz tem ampliado sua atuação artística. Além do cinema, lançou recentemente o disco “Tá Tudo Aqui Dentro”, que dialoga com a mesma pesquisa sobre origens e identidade. 

“O documentário fala da minha ancestralidade masculina, e o disco da minha ancestralidade feminina. A força da mulher paraibana da minha avó Eulália, da minha mãe Maria Magdala”, explica.

Mesmo dedicada a projetos autorais, Mayana afirma que não pretende se afastar das novelas, formato em que se consolidou junto ao grande público. 

“Eu adoro fazer novela, quero voltar”, diz. Segundo a atriz, a decisão de dar um tempo recente foi estratégica para investir em outras frentes da carreira.

“Acho que todo artista precisa renascer e se reinventar”, afirma. 

Ela também destacou que segue ativa na televisão. 

Atualmente, está no ar em “Guerreiros do Sol“, na qual interpreta Linete, personagem que surge na segunda parte da trama e acolhe a protagonista Rosa (Isadora Cruz).

“É uma personagem muito delicada, silenciosa, amorosa, lutadora, mas delicada”, analisa a atriz. 

Diferente de papéis mais duros que já fez, como a delegada Carolina Ramalho em “Rotas do Ódio” (2018), Linete representa, segundo ela, “a força da delicadeza”, com um perfil mais maternal e afetuoso.

Mayana também destacou a troca com o elenco e a equipe. “Foi um trabalho muito lindo”, afirmou, citando a parceria com atores como Tuca Andrada e Thomás Aquino.

*com informações de Ana Cora Lima/folhapress

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