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Foto: Pixabay/ilustrativa
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A empresa Coteminas, especializada em produtos têxteis para cama, mesa e banho, teve sua recuperação judicial aceita pela Justiça de Minas Gerais.
A decisão foi assinada pelo juiz Murilo Silvio de Abreu, da 2ª Vara Empresarial da Comarca de Belo Horizonte.
Fundada em 1967 por José Alencar (1931-2011), vice-presidente do Brasil entre 2003 e 2010, a Coteminas tem como principais marcas Artex, MMartan, Santista e Casa Moysés.
Hoje, é comandada por Josué Gomes da Silva, ex-presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e empresário próximo ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A empresa entrou com o pedido de recuperação judicial em maio de 2024, com um passivo aproximado de R$ 2,6 bilhões.
Após o deságio, esse montante foi reduzido para cerca de R$ 1,6 bilhão.
Na decisão consta que mais de 90% do passivo fiscal da empresa foi objeto de transação, parcelamento ou medidas concretas de regularização, o que, segundo a ata, afasta “qualquer conclusão de inércia ou resistência ao adimplemento das obrigações tributárias”.
A empresa demonstrou dificuldades para conseguir aceitação do plano junto aos credores. Quatro propostas foram apresentadas até que o plano de reestruturação fosse aceito, em dezembro de 2025. Agora, a reestruturação foi oficialmente aceita pela Justiça.
Na decisão também constam objeções apresentadas pelos credores Daniele Cristina Azevedo da Cunha Amorin, Maira Cavalcante dos Santos e TBL (Transportes Bertolini).
A Coteminas foi assessorada pelos escritórios Bernardo Bicalho Advogados e TWK Advogados.
Com a recuperação concedida, a empresa entra agora na fase executória e precisa cumprir as obrigações com os credores nos termos descritos no acordo homologado na Justiça.
Ela passará a ser supervisionada por um administrador judicial e terá que convocar processo de venda dos ativos a fim de solucionar sua dívida com os credores.
Caso não siga os termos do acordo, a recuperação judicial poderá ser transformada em um processo de falência.
O plano de recuperação prevê a venda de seis imóveis industriais, localizados nos estados de Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pará, além da criação de dois fundos de investimento, um imobiliário e outro de direitos creditórios, que serão os principais instrumentos para pagamento dos credores.
Antes de solicitar a recuperação, a Coteminas firmou uma parceria com a Shein em 2023 para a produção de coleções de moda para a marca de fast fashion chinesa.
A proposta não saiu do papel da forma como se imaginava, muito devido à crise vivida pela empresa de Josué, o que fez a Shein rever sua estratégia de operação no Brasil.
*com informações de Felipe Mendes/folhapress
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