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Educação e Ciência
Foto: Pixabay/ilustrativa
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No quadro semanal “Português Nosso de Cada Dia”, exibido pela Rádio Caturité FM, o professor Golbery Rodrigues trouxe uma reflexão sobre o uso do verbo “viver” no cotidiano, chamando atenção para a forma “veve”, que tem se popularizado na fala informal.
Segundo o professor, esse tipo de variação é comum na linguagem oral, especialmente em situações de fala rápida, quando as palavras tendem a sofrer simplificações naturais. No entanto, ele alerta que nem tudo o que se torna comum na oralidade deve ser incorporado sem reflexão.
“Na fala rápida é comum simplificações. A língua tende a buscar caminhos mais fáceis de pronunciar. E isso acontece com todo mundo. Mas nem tudo que surge na oralidade precisa se firmar como hábito.”
Durante o quadro, Golbery reforçou que, de acordo com a norma padrão da língua portuguesa, a forma correta do verbo “viver” no presente do indicativo é “vive”.
“O verbo viver conjuga-se assim: eu vivo, tu vives, ele ou ela vive. A forma correta é vive, com o som do ‘i’ bem marcado.”

Foto: ParaibaOnline/Arquivo
O professor também destacou a importância de estar atento ao uso da linguagem em contextos formais, como entrevistas, apresentações e ambientes educacionais, onde o cuidado com a fala é essencial.
“O uso de ‘veve’ pode parecer inofensivo, mas pode se tornar um vício de linguagem, principalmente em contextos que pedem mais atenção. Em apresentações, entrevistas e aulas, isso é um problema.”
Apesar da orientação, ele fez questão de pontuar que o objetivo não é julgar quem utiliza a forma popular, mas incentivar uma reflexão consciente sobre o uso da língua.
“Quem fala ‘veve’ não está errado como pessoa, está apenas reproduzindo um hábito de fala. Não se trata de preconceito linguístico, mas de provocar uma reflexão para aperfeiçoar a comunicação.”
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