Benefício fora da tomada
João tenta desqualificar antecessor
Nas periódicas (e seletivas) entrevistas que concede, o ex-governador João Azevedo (PSB) falou dias atrás à TV Arapuan de João Pessoa.
Enfático, acusou seu antecessor Ricardo Coutinho (PT) de fazer uso de expedientes “nazistas”.
Confira alguns trechos.
Guinada
“Desde 2019, quando eu cheguei ao governo do estado, que nós pagamos o funcionalismo dentro do mês trabalhado.
Estado conflagrado
“Todo mundo sabe que quando eu cheguei ao governo era uma verdadeira guerra entre poderes. Era uma relação absolutamente desconstruída. E nós reconstruímos essa relação, e eu não tenho dúvida nenhuma que a Paraíba ganhou muito com isso.
Equipe preservada
“Eu sentei com Lucas Ribeiro antes da transição e nós vimos secretaria por secretaria, órgão por órgão, e nós discutimos cada uma delas (…) Se fizer uma análise, só 20% dos cargos foram alterados. E a grande maioria deles por uma necessidade política, de pessoas que saíram para serem candidatas.
Uso coletivo
“A Granja (Santana), durante o nosso período, recebia frequentemente a visita de estudantes. As portas estavam abertas para receber grupos e grupos de estudantes que iam conhecer a granja como um todo. Crianças menores faziam até piqueniques.
Indireta
“Não tem sentido nenhum, alguém de extrema esquerda ir para um partido de extrema direita apenas porque tem condições de se eleger naquele partido. A política não pode ser resumida a isso”.
(presumivelmente a Pollyana Werton e Ricardo Barbosa).
Sem concordância
“Como presidente do partido (PSB) eu não dei aval a ninguém mudar de partido.
Por completo
“Quando a gente pensa em colocar o nome, a gente não pensa só, exclusivamente, quem está encabeçando a chapa para o Senado. Você tem que pensar no primeiro e no segundo suplentes, que sejam pessoas que pensem ideologicamente parecido com você.
Quer disputar a prefeitura?
(de João Pessoa) “Não, verdadeiramente nesse momento, não. É possível? É, claro, na política tudo é possível.
Afagos
“Tenho recebido carinho, tanto abraço, tanto beijo por essa Paraíba afora.
Método nazista
Sobre a acusação de Ricardo Coutinho de que o seu sucessor fez um acordo com o Ministério Público para ser poupado, mediante a incriminação de Ricardo: “Na verdade, o nazismo ensinava que uma mentira dita 100 vezes se tornava verdade. Na verdade, ela jamais se tornará verdade. Ela apenas cria a falsa impressão de você tanto ouvir que começa a ficar normal. E a partir do fato de você normalizar, você começa de certa forma a achar que aquilo é verdade. Mas jamais vai se tornar verdade.
Categórico
Eu nunca – nunca! – fiz acordo nenhum. Aliás, eu fui alvo de investigação também, todo mundo sabe, a Paraíba sabe. Eu fui alvo de investigação, passaram três, quatro, cinco anos, sei lá quantos anos, me investigando, viraram minha vida pelo avesso. E o processo foi arquivado a pedido do Ministério Público Federal. Foi arquivado pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça), pelo Tribunal de Justiça, pelo Ministério Público, ou seja, foi tudo arquivado.
Origem desqualificada
“Eu não tenho nada com isso. E é uma ofensa muito grande ele dizer isso do Ministério Público; dizer que o Ministério Público fez acordos secretos e coisa e tal. Vindo de quem está vindo, eu não tenho preocupação”.
´Liturgia´
“É possível que sim”, afirmou o prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima (União) sobre a possibilidade de sua esposa (Juliana) ser candidata a vice na chapa a ser encabeçada pelo senador Efraim Filho (PL).
Fora de cogitação
“Não há razão para você ter uma compensação para grandes empresários do país. Já tem muita isenção e muito benefício fiscal no país”.
Foi o que disse o ministro Guilherme Boulos, da Secretaria Geral da Presidência das República, ao transitar ontem por João Pessoa e comentar sobre a implantação da redução da jornada de trabalho e a cobrança de alguma compensação por parte do empresariado).
Formalizado
O ex-deputado estadual Jullys Roberto foi designado vice-presidente do Porto de Cabedelo (Companhia Docas).
O detalhe
Desde o começo deste mês, a empresa portuária é presidida por Raniery Barbosa, filho de Ricardo Barbosa (PP), que deixou o cargo para ser novamente candidato a deputado estadual.
Dose dupla
Os deputados João Paulo Segundo e Jane Panta, do Progressistas, formalizaram o afastamento do mandato na Assembleia Legislativa da Paraíba para abrir espaços para os suplentes da vez – Lindolfo Pires (ex-secretário de Esportes do Estado) e Tarcísio Jardim, vereador em João Pessoa.
Dinheiro desperdiçado onde já é pouco
O programa que propicia desconto nas contas de energia elétrica para famílias carentes já atende 16,4 milhões de famílias.
Levantamento divulgado pelo jornal O Globo mostra que se todas as famílias que têm direito ao benefício fossem contempladas, o número subiria mais de 40% – para 24,3 milhões.
João Azevedo e Aguinaldo Ribeiro têm conversado muito?…