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Foto: ParaibaOnline/Arquivo
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O deputado João Gonçalves (Progressistas) disse, em entrevista concedida à imprensa, que vai propor ao governador do Estado, Lucas Ribeiro (PP), que decrete a intervenção no município de Cabedelo. A proposta do parlamentar se deve às sucessivas más administrações no município, com gestores envolvidos em atos ilícitos.
Segundo ele, o afastamento do prefeito eleito, Edivaldo Neto (Avante), ocorrido nesta terça-feira (14), após investigação da Polícia Federal, que realizou, por meio da Operação Cítrico, mandado de busca e apreensão na residência do gestor, foi o ápice que demonstra a necessidade de uma intervenção urgente em Cabedelo.
Prefeito de Cabedelo é afastado do cargo dois dias após eleito
O afastamento aconteceu dois dias após Edvaldo Neto ter sido eleito prefeito de Cabedelo por meio de eleições suplementares, determinadas pela Justiça Eleitoral, por conta da cassação dos mandatos do ex-prefeito e da vice, André Coutinho (Avante) e Camila Holanda (PP), respectivamente, acusados de várias irregularidades cometidas durante o processo eleitoral em 2024, entre elas, compra de votos e ligação com organizações criminosas.
Conforme o deputado, Cabedelo está passando por um círculo vicioso de corrupção, e não se pode continuar trocando de prefeitos quando todos que assumem o cargo estão sendo investigados pela Polícia Federal.
Saiba como foi embasada a operação policial que afastou o prefeito de Cabedelo
“Acho que tem que haver uma intervenção por parte dos órgãos de fiscalização e da Justiça, juntamente com o governo. É preciso intervir para colocar alguém que não tenha ligação com nenhum segmento dentro da cidade, para que possa ser dada tranquilidade e paz ao povo cabedelense”, destacou.
Para João Gonçalves, a cidade precisa de um tempo para passar por uma reorganização política e administrativa, sanear juridicamente todos os problemas anteriores e, só então, propor uma nova eleição.
“Tem que haver uma intervenção, porque Cabedelo está repetidamente nas páginas policiais pelo modus operandi, e a cidade não pode ficar prejudicada. O povo não pode mais pagar um preço tão alto. Por isso, o governador tem que nomear um interventor”, avaliou.
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