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Foto: ParaibaOnline
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A pesquisadora Maria Helena Sousa, do Instituto Nacional do Semiárido, participou na manhã desta segunda-feira (30) do Jornal da Manhã, da Rádio Caturité FM, no qual a instituição mantém um espaço semanal.
Durante a entrevista, ela destacou o potencial do Nordeste para a geração de energias renováveis e os desafios relacionados ao tema.
“O Nordeste tem um potencial para energia eólica e energia solar altíssima. Quando a gente fala de energia renovável, é algo que a gente vê renovar em um curto espaço de tempo. Então o sol a gente sabe que amanhã volta, o vento a gente sabe que amanhã tem de novo, então é isso que a gente chama de energia renovável”, explicou.
Maria Helena também fez uma reflexão sobre o uso do termo “energia limpa”, apontando que ele nem sempre é o mais adequado.
“A energia limpa, esse termo eu não costumo usar, porque todo tipo de energia, seja ela renovável ou não, vai trazer algum impacto ambiental. O pessoal usa esse termo porque, se pegar a gasolina e queimar, vai sair aquele gás poluente. Quando usamos energia solar, não temos a emissão desses gases, por exemplo”, afirmou.
Além das fontes mais conhecidas, a pesquisadora chamou atenção para o potencial da biomassa, ainda pouco discutido.
“Temos aí sendo explorada a energia eólica no sertão, energia solar a gente sabe que temos sol sobrando, mas pouca gente fala da biomassa. A lenha já vem sendo explorada há décadas como fonte primária de energia e hoje temos outras fontes como a própria palma e o agave para produção de biocombustíveis. Isso já está sendo estudado para produzir etanol”, destacou.
Ela reforçou que o Nordeste pode se consolidar como um grande polo energético.
“O Nordeste é celeiro de energia, e a biomassa, já em estudo, pode se tornar uma fonte bastante utilizada para esses biocombustíveis. Biomassa é toda matéria orgânica, como o esterco animal, lenha, a própria cana-de-açúcar”, explicou.
Maria Helena também abordou os impactos da energia eólica nas comunidades próximas aos parques.
“Falando em energia eólica, a gente tem o ruído infrassônico, que é um ruído que a gente não escuta, mas para as pessoas que estão ali próximas elas sentem os efeitos. Elas relatam náuseas, dor de cabeça, os animais leiteiros não produzem mais tanto leite. Impacta na saúde da população e dos animais”, alertou.
Por fim, a pesquisadora destacou a relação entre o avanço das energias renováveis e o combate às mudanças climáticas.
“Todo mundo está sentindo que o clima está mudando. A importância das energias renováveis é exatamente essa: diminuir os poluentes, reduzir os gases que causam as mudanças climáticas. É fundamental que a gente invista nessas fontes, mas que haja uma participação de controle e monitoramento do Estado para que as comunidades consigam também ter proveito nisso”, concluiu.
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