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Mostra do 4º Edital do Lab Ocupação Artes Visuais abre nesta sexta na Usina Energisa

Da Redação com Ascom
Publicado em 12 de março de 2026 às 13:46

usina cultural energisa

Foto: Ascom

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Os artistas Caim Ismael, Najara, Rieg, Venari e Wanessa Dedoverde, selecionados para o quarto edital do programa Lab Ocupação Artes Visuais, estão nos últimos detalhes de produção e edição das obras que serão apresentadas nesta sexta-feira (13), a partir das 18h, na exposição coletiva “Arte Urbana: A Rua como Suporte”, na Usina Cultural Energisa, sob a curadoria dos artistas Thayroni Arruda e Thaynara Negreiros (Thaynha). A mostra permanece aberta até 11 de abril, de terça a sábado, com entrada livre.

O Lab Ocupação Artes Visuais, uma iniciativa da Usina Cultural Energisa, em João Pessoa, tem objetivos de promover a produção artística paraibana, incentivar reflexões sobre a arte contemporânea e contribuir para a formulação de políticas públicas no setor.

O programa realizará, ao todo, sete exposições coletivas durante o biênio 2025-2026, cada uma com atividades pedagógicas e curadoria específica. Além de valorizar a diversidade identitária e inclusiva, o programa busca estimular a produção local, ampliar o acesso à arte e envolver a comunidade em discussões sobre temas contemporâneos como patrimônio, meio ambiente, acessibilidade e memória.

O presente edital, o primeiro lançado em 2026, é dedicado à arte urbana e rende homenagem ao artista Chico Pereira (1944-2025), um dos artistas pioneiros no uso da rua como suporte na Paraíba, como diz o título da exposição.

As obras, inéditas e produzidas como intervenção artística (bidimensional ou tridimensional), utilizou o espaço urbano do entorno da rua General Osório, no Centro Histórico de João Pessoa, como suporte.

E na galeria de arte, os artistas apresentarão vídeos, fotografias e filmes documentários sobre as ações executadas, incluindo performances, instalações e projeções mapeadas, propondo diferentes formas de diálogo entre arte, cidade e território.

O projeto Lab Ocupação Artes Visuais é realizado por meio da Lei de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), com produção da 2ou4, patrocínio do Grupo Energisa, apoio do Instituto Energisa, e realização do Ministério da Cultura, Governo do Brasil – Do Lado do Povo Brasileiro.

Curadores

Thayroni Arruda é artista visual e produtor cultural paraibano. Nasceu em Campina Grande-PB. Vive e trabalha em João Pessoa/PB. Atua com arte urbana desde os anos 2000, articulando criação artística, pesquisa e formação, em cidades do Brasil e da Argentina. Mestre em Ciências Sociais pela UFCG, com a dissertação O movimento hip-hop e a criação de novas identidades (2010).

Em 2015 ingressa no Programa de Doutorado em Antropologia Social da Universidad Nacional de San Martín, em Buenos Aires, Argentina. Seu projeto Arte a la calle: Identidades juveniles en Buenos Aires é aprovado pelo Centro Cultural Recoleta-CCR (2016) e inicia sua pesquisa sobre Arte Urbana em Buenos Aires. Atualmente trabalha no Centro Estadual de Arte-CEARTE, em João Pessoa.

Thaynara Negreiros (Thaynha) é artista visual e grafiteira paraibana, nascida em Campina Grande, que desde 2010 desenvolve uma linguagem marcada pelo protagonismo feminino e pelas raízes nordestinas.

Mestra em Artes Visuais pela Universidade Federal da Paraíba UFPB, sua produção atravessa diferentes suportes: do graffiti à pintura em tela, ilustração e impressos, sempre conectada ao território e à força do fazer manual.

Inspirada pelas riquezas culturais e naturais da Paraíba, suas obras destacam a figura feminina como protagonista, mesclando formas orgânicas, elementos da fauna e flora, e uma paleta de cores vibrantes que remete à vivacidade do Nordeste.

Em 2019, durante a pandemia, iniciou a circulação de suas obras impressas (prints, adesivos e lambe-lambes), que se tornaram parte fundamental de sua trajetória e hoje alcançam colecionadores no Brasil e no exterior. Com obras exibidas em eventos locais, nacionais e internacionais, Thaynha afirma sua pesquisa na interseção entre arte, identidade e resistência.

As propostas de “Arte urbana: a rua como suporte”
por Thayroni Arruda e Thaynha (Curadores)

Esta exposição coletiva reúne um conjunto de obras que entendem a rua como território vivo de criação, memória e disputa simbólica.

Para nós, que acompanhamos o processo de curadoria, foi muito especial observar como cada artista olha para a cidade e devolve esse olhar em forma de gesto artístico.

Desde a leitura dos portfólios até as conversas com os artistas selecionados, ficou muito claro que existe uma força grande nas práticas que nascem da rua e voltam para ela. Aqui, a Rua General Osório aparece ao mesmo tempo como suporte e como tema, revelando histórias, presenças e imaginações que atravessam o espaço urbano.

Entre as ações apresentadas, Caim Ismael traz Galeria da Parada, um desdobramento de um projeto que transforma paradas de ônibus em pequenas galerias a céu aberto com lambe lambes. Para essa edição, o artista cria um ateliê temporário na própria rua, aproximando ainda mais o processo do público.

Wanessa Dedoverde, com Ela, propõe uma intervenção performativa que acompanha a circulação de uma personagem por espaços abandonados. A partir de colagens, instalação e registro fotográfico, o percurso vira uma espécie de narrativa visual construída no próprio território.

Najara apresenta uma instalação com espelhos ao lado de sua personagem em forma de lambe. A proposta cria um campo de reflexos e gestos que convida quem passa a perceber como os corpos produzem sentidos e pertencimentos no espaço público.

Venari, em O que Carrego à Rua, traz um corpo performático que atravessa lentamente a rua carregando um estandarte. O gesto simples abre um outro tempo dentro do fluxo da cidade e chama atenção para as memórias que habitam aquele lugar.

Rieg ativa as fachadas do Centro Histórico com projeções que imaginam presenças de diferentes épocas. A arquitetura vira superfície de memória e quem passa pela rua acaba também fazendo parte da obra.

Por fim, Thaynha apresenta Nossa Senhora do Spray, uma instalação que aproxima a estética da arte urbana da iconografia religiosa. A obra propõe a criação de uma nova entidade simbólica, colocando em diálogo devoção, graffiti e cultura urbana.

Juntos, esses trabalhos mostram a rua como um espaço de encontro entre tempos, corpos e narrativas. Cada intervenção se relaciona com a cidade de uma maneira diferente, mas todas partem da mesma ideia: a arte urbana como gesto de presença e como forma coletiva de produzir sentido no espaço público.

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