Esportes

Botafogo é eliminado da Libertadores pelo Barcelona-EQU

Da Redação*
Publicado em 10 de março de 2026 às 23:53

botafogo libertadores

Foto: Vitor Silva / BFR

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O Botafogo perdeu para o Barcelona-EQU por 1 a 0, no estádio Nilton Santos, e está eliminado da Libertadores.

O gol da classificação equatoriana foi de Céliz, ainda no primeiro tempo.

Agora, o Botafogo vai jogar a Sul-Americana. O sorteio será semana que vem, na Conmebol.

Na última etapa antes da fase de grupos, o Botafogo precisava vencer em casa para avançar sem precisar dos pênaltis, já que o jogo de ida foi 1 a 1. Mas não conseguiu fazer o mínimo necessário.

A eliminação do Botafogo frustra os planos da diretoria, tanto no aspecto esportivo, quanto no financeiro, já que a participação na Sul-Americana rende menos dinheiro.

Com a queda, os dois times brasileiros que ingressaram na fase prévia não conseguiram chegar aos grupos da Libertadores. Na fase anterior, o eliminado foi o Bahia, que nem a Sul-Americana vai disputar.

O fato de o Botafogo não ter conseguido furar a defesa do time equatoriano aumenta a cobrança sobre o técnico Martín Anselmi. Mas fica o lamento pela falha do goleiro Léo Linck ao sair com os pés e originar o gol do Barcelona no jogo de ida.

O Botafogo volta a campo no próximo sábado, justamente em um clássico contra o Flamengo, também no Nilton Santos.

DEU ERRADO LOGO CEDO
O Botafogo foi a campo com a mesma formação adotada por Anselmi nos últimos jogos. Um desenho com três zagueiros e Matheus Martins como único atacante.

O volume de jogo que o time da casa tentou imprimir gerou duas situações até perigosas com Vitinho. Na primeira, o ala quase conseguiu escorar um cruzamento rápido que veio da esquerda. Na segunda, errou a direção do passe depois de ganhar da marcação.

Foram sete minutos de ilusão para o Botafogo, que tomou gol logo na primeira descida do Barcelona. Os equatorianos estavam montados para aproveitar contra-ataques e assim o fizeram, depois de uma bola longa. Rojas rolou para o volante Céliz bater no cando de Léo Linck.

A partir daí, o clima do jogo mudou. A cera do Barcelona se multiplicou, sem coibição por parte do árbitro. O Botafogo até tinha mais a bola, mas a dificuldade criativa era nítida.

Aos 34 minutos de jogo, Anselmi abandonou a formação com três zagueiros. Mateo Ponte saiu sob vaias, até porque tinha acabado de errar um passe bobo, dando lugar a Joaquín Correa.

Mesmo assim, o Botafogo não tinha um homem de área na primeira etapa. Uma furada de Matheus Martins depois de uma bola pipocar na frente dele deu o tom do drama.

Os erros de passe também eram frequentes em um time que não via soluções para si. O último lance do primeiro tempo foi uma inversão bisonha de Newton.

AGORA COM CENTROAVANTE

Anselmi estava sem tempo para negociar com o placar. Tanto que logo no intervalo sacou Bastos, transformou Newton em zagueiro e lançou Arthur Cabral.

A necessidade de gol trouxe o centroavante. Só que aí o Botafogo caiu em outro problema: cruzamentos demais para uma área muito congestionada.

A torcida nem torcia mais. O que vinha da arquibancada era murmuração, pressa e lamento.

Anselmi tentou dar ainda mais intensidade e drible ao time, apostando em Artur no lugar de Barrera. Aos 27 minutos, Vitinho teve outra chance para lamentar, depois de Arthur Cabral conseguir escorar uma bola na pequena área. Desequilibrado, o ala mandou por cima.

O Barcelona estava defendendo com uma linha de seis àquela altura. Arthur Cabral, mais uma vez ganhando pelo alto, cabeceou para levar o maior perigo a favor do Botafogo no segundo tempo. O goleiro fez ótima defesa, aos 35 minutos da etapa final.

Apesar de todas as mudanças e tentativas à base do desespero, o gol do Botafogo não veio. Mais uma frustração na temporada, além da eliminação nas quartas do Carioca.

BOTAFOGO
Léo Linck, Mateo Ponte (Joaquin Correa), Bastos (Arthur Cabral) e Alexander Barboza; Vitinho, Newton, Danilo, Barrera (Artur) e Alex Telles; Montoro (Caio Valle) e Matheus Martins (Nathan Fernandes). Técnico: Martín Anselmi.
BARCELONA
Contreras, Carabalí (Chalá), Javier Báez, Álex Rangel, Lucas Sosa e Vallecilla (Mina); Céliz, Quiñónez e Joao Rojas (Byron Castillo); Villalba (Benedetto) e Tomás Martínez (Perlaza). Técnico: César Farias (suspenso)
Local: Estádio Nilton Santos, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Piero Maza (CHI)
Assistentes: Claudio Urrutia e Miguel Rocha (CHI)
Cartões amarelos: Alexander Barboza (BOT); Perlaza, Villalba, Byron Castillo, Contreras, Céliz (BAR)
Gols: Céliz, 7’/1ºT (0-1)

* IGOR SIQUEIRA ( UOL/FOLHAPRESS)

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