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Foto: Ascom/Flamengo
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Campeão carioca com apenas cinco dias de trabalho, Leonardo Jardim ainda tenta implementar suas metodologias no Flamengo, mas algumas diferenças já são notadas em comparação ao antecessor Filipe Luís. Uma das principais foi a adoção do regime de concentração às vésperas dos jogos.
IDEIA É QUE SE CONHEÇAM MAIS RÁPIDO
Com Filipe Luís, o elenco se apresentava no dia da partida ao Ninho do Urubu. Por lá eles faziam as refeições até seguir para o estádio.
Agora, além de chegarem ao CT na noite anterior, também realizam um treino de ativação muscular e de detalhes táticos sobre o adversário.
Um dos motivos de adotar o regime de concentração é o de acelerar o entrosamento e o convívio entre o treinador português o grupo de jogadores.
“Pelo fato de estarmos começando e a necessidade de jogos de três em três dias, falei com os atletas que pretendia, nessa fase inicial, estarmos concentrados e juntos. É necessário eu conhecer o grupo e eles me conhecerem, definir estratégia. É diferente do Filipe, que todos conheciam a estratégia e os treinos. Os jogadores aderiram e estamos concentrando principalmente nessa série de três em três dias”, disse o técnico.
BILHETINHO DURANTE O JOGO
Outro fator que chamou a atenção e não passou despercebido pelas lentes da TV Globo em sua estreia foi o bilhetinho que o técnico fez para Erick Pulgar e que foi entregue através de Jorginho durante o Fla x Flu da final do Campeonato Carioca.
Pelas imagens, o volante chileno aparenta não ter gostado muito da orientação no pedaço de papel e faz um gesto com a mão muito utilizado em situações de contestação.
Presente na premiação do Campeonato Carioca, onde foi eleito o melhor quarto zagueiro, Léo Pereira foi perguntado sobre o teor do bilhete, mas alegou não ter perguntado para Pulgar.
“Nossa, eu esqueci de perguntar para ele, não sei dizer. Ele estava conversando lá (no Ninho do Urubu) com o pessoal hoje, mas eu não vou saber dizer. Vou mandar uma mensagem para ele aqui e ele já responde, depois volto aí (risos)”, falou Léo Pereira.
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GANHA APOIO DO ELENCO EM MOMENTO DE REVOLTA COM DEMISSÃO DE FILIPE LUÍS
Leonardo Jardim desembarcou no Ninho do Urubu em meio a um momento turbulento do clube. A grande maioria dos jogadores e funcionários do Flamengo não concordou com a forma como o técnico Filipe Luís foi demitido no último dia 2. Além disso, o elenco vive uma fase de convivência ruim com o diretor de futebol, José Boto.
Apesar do clima pesado, os atletas têm tentado separar os assuntos e dar apoio ao início de trabalho do treinador português. Principalmente as lideranças têm dado suporte ao técnico e transmitido informações sobre as características do grupo.
Jardim, por sua vez, em um de seus primeiros atos, fez questão de reunir os jogadores e passar a eles que telefonou para Filipe Luís quando estava acertando com o Flamengo, num claro movimento de transmitir transparência e honestidade aos seus comandados.
As reuniões entre eles têm sido frequentes, como aconteceu nesta segunda-feira (9) no CT, na reapresentação após o título carioca sobre o Fluminense, quando um bate-papo ocorreu na academia do Ninho do Urubu antes das atividades.
Jardim teve poucos dias de treinamento, mas ele já mostrou que conhece a característica do jogador e vai priorizar muito isso. Foi o que eu vi nessa semana. Sem dúvida nenhuma, tem tudo para ser uma era vitoriosa. Todo o grupo está confiante para isso, está meio esperançoso por isso. Então, fico com mais essa expectativa de ser um grande ano vitorioso para o Flamengo. Sem dúvida nenhuma, o grupo abraçou muito ele para estarmos juntos, para florescermos.Pedro, durante premiação do Campeonato Carioca
ESCALAÇÃO COM ‘CARA’ DE FILIPE LUÍS
O pouco tempo de trabalho fez com que Leonardo Jardim não arriscasse tanto e não promovesse grandes mudanças na escalação em sua estreia.
O time que foi a campo serviu como base em grande parte da vitoriosa temporada passada rubro-negra, com a linha de defesa formada por Rossi; Varela, Léo Ortiz, Léo Pereira e Alex Sandro; o meio de campo com Erick Pulgar, Jorginho e Arrascaeta; e o ataque composto por Carrascal, Samuel Lino e Pedro.
“Nesse jogo, procurei que nós conseguíssemos anular melhor o Fluminense, principalmente em comparação aos últimos jogos, em que o Fluminense conseguiu muitos chutes a gol. Fomos consistentes na defesa. No processo ofensivo, tivemos ainda algumas dificuldades. Em termos de comportamento, estou feliz com a equipe. Jogaram como Flamengo, com atitude e empenho”, disse Jardim.
O treinador aproveitou para explicar a escolha de Lucas Paquetá no banco e Arrascaeta como titular:
“Em relação ao Paquetá e ao Arrascaeta, eles têm a preferência pela zona ofensiva, mas o Paquetá tem uma polivalência de jogar por fora e de camisa 8. O Flamengo chega perto de 78 jogos se chegar a todas as finais. Estamos falando de mais de sete mil minutos. Na Europa, um jogador normal joga quatro mil minutos.
Temos que ter dois jogadores por posição. Não acredito que o Flamengo seja uma equipe com 11 jogadores. Temos sete jogadores de seleção, ainda mais porque o Paquetá fará uma temporada e meia sem parar. É um jogador fundamental para a estrutura do clube. Feliz o treinador que tem dois jogadores dessa qualidade.”
* BRUNO BRAZ E IGOR SIQUEIRA (UOL/FOLHAPRESS)
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