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Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
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A Petrobras implementou uma nova regra logística que altera a forma como as distribuidoras recebem o óleo diesel em todo o país.
O sistema de “cota-dia” fraciona o volume mensal contratado em remessas diárias obrigatórias, impedindo que as empresas antecipem a retirada de grandes volumes para estocagem.
Lida como um racionamento por parte dos distribuidores, a medida adotada pela Petrobras é usada em cenários de escassez e foi adotada após a disparada internacional do petróleo e a percepção de corrida de grandes consumidores para encher tanques enquanto o preço interno permanece defasado.
No fechamento do mercado de petróleo na segunda-feira, 10, o diesel vendido no Brasil registrava defasagem de 60% em relação ao praticado no mercado internacional, abrindo espaço para a Petrobras elevar o preço do combustível em R$ 1,94 por litro.
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Segundo fontes do setor, a petroleira estatal cobre apenas cerca de 70% da demanda nacional de diesel.
O restante vem de importadores que suspenderam compras diante da diferença entre o mercado externo e o valor vendido no País.
“Na prática, a Petrobras está fazendo um tipo de racionamento diante do risco de crise”, afirma um executivo de distribuidora, em condição de anonimato.
Estoques privados
Com estoques privados estimados para no máximo 15 dias, o risco de falta de diesel começa pelas “pontas” do mercado, como Nordeste e Rio Grande do Sul, mais dependentes de volumes estrangeiros.
Refinarias privadas, como Ream, no Amazonas, e Mataripe, na Bahia, já repassaram altas sucessivas, mas a estatal mantém os preços congelados.
*com informações de Denise Luna/conteúdo estado
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