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Foto: ParaibaOnline/Arquivo
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Para marcar o Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, a reportagem da Rádio Caturité FM conversou com mulheres de diferentes áreas de atuação para refletir sobre os avanços conquistados, os desafios que ainda persistem e a importância de fortalecer o respeito, a igualdade e a dignidade feminina na sociedade.
Entre os temas abordados estão a violência doméstica, a presença da mulher no mercado de trabalho e a importância da autoestima e do autocuidado para o fortalecimento feminino.
A major da Polícia Militar, Gabriela Jácome, destacou a preocupação com o aumento das denúncias de violência doméstica. Segundo ela, o crescimento dos números não significa necessariamente que os casos estejam acontecendo com mais frequência, mas que as mulheres estão denunciando mais.
“Tem sido motivo de preocupação o aumento da violência doméstica, mas esse aumento não significa que os casos estejam ocorrendo com maior frequência, mas que estão havendo mais denúncias, pois antes isso era restrito ao ambiente doméstico. Os números mostram a exposição de uma realidade que antes era invisibilizada”, explicou.

Reprodução/rede social
A major também reforçou que o Dia Internacional da Mulher representa um momento importante de reflexão e luta por direitos.
“Nesse Dia Internacional da Mulher acho importante lembrar que é um momento de luta por respeito, igualdade e dignidade. Que possamos valorizar as mulheres todos os dias.”
A analista comercial Daniella Nascimento falou sobre a evolução da presença feminina no mercado de trabalho e os desafios que ainda precisam ser superados.
“Durante muito tempo as mulheres foram restritas ao ambiente doméstico e quando ocuparam os espaços de trabalho enfrentaram baixa remuneração e desvalorização. Hoje estamos presentes em quase todos os setores.”
Ela também destacou a presença feminina em áreas tradicionalmente masculinas, como a construção civil.
“O ramo da construção civil sempre foi muito masculino. Na área comercial a mulher ainda enfrenta o desafio de provar sua capacidade técnica. E existe o desafio de conciliar a dupla jornada de trabalho.”
Já a psicóloga Josiplessis Marques destacou a importância da autoestima e da autoconfiança como ferramentas de fortalecimento feminino.
“A autoestima tem a ver com autopreservação, autoconfiança, autocuidado e autorrespeito. A mulher precisa se respeitar quando começa a dizer não. Não para os abusos, não para os excessos.”
A psicóloga também chamou atenção para a importância de estabelecer limites em relacionamentos e no dia a dia.“Se ela é vigiada por um companheiro, por exemplo, precisa impor limites. A vida é da mulher e as escolhas dela também.”
Segundo ela, a autoconfiança também está ligada ao desenvolvimento pessoal e profissional.“A autoconfiança é a mulher desenvolver a capacidade de aprender cada dia mais, enfrentar desafios no ambiente de trabalho e ter sua autopercepção do seu valor. Não se deixar levar por comparações ‘instagramáveis’. A mulher precisa respeitar seus limites, ter tempo para si e gostar de si acima de tudo.”
A reportagem especial da Caturité FM reforça que o Dia Internacional da Mulher é mais do que uma data comemorativa. É um momento de reflexão sobre conquistas, desafios e a necessidade de continuar construindo uma sociedade mais justa, segura e igualitária para todas.
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