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*Vídeo: ParaibaOnline
Durante entrevista ao Jornal da Manhã, da Rádio Caturité FM, a diretora substituta e coordenadora de pesquisa do Instituto Nacional do Semiárido (Insa), Dilma Trovão, destacou que o avanço das energias renováveis no semiárido brasileiro precisa estar diretamente associado à sustentabilidade e à análise responsável dos possíveis efeitos colaterais ambientais e sociais.
Segundo ela, embora sejam consideradas fontes limpas, as energias renováveis não são totalmente isentas de impactos.
“Não é que a energia limpa não impacte. Pode haver desmatamento, pode haver novos danos à natureza. O nosso papel é justamente pensar em como mitigar esses danos”, afirmou.
Semiárido produz mais de 80% das energias renováveis do Brasil, aponta Insa
Dilma explicou que o debate precisa considerar o cenário mais amplo.
“Qual é o impacto maior? Continuar utilizando energia fóssil ou trabalhar com energias renováveis pensando na sustentabilidade para as próximas gerações? Não podemos agir apenas com imediatismo. Precisamos pensar no futuro.”
Entre os pontos que vêm sendo discutidos estão relatos de comunidades sobre ruídos de aerogeradores, possíveis impactos na fauna silvestre e até consequências na saúde mental. No entanto, ela ressalta que ainda não há consenso científico consolidado sobre esses efeitos.
“Existem relatos e nós trabalhamos com eles, mas ainda não temos números conclusivos que comprovem todos esses impactos. É justamente por isso que precisamos pesquisar mais.”
Para a diretora, o papel do Insa vai além da pesquisa técnica. A instituição também atua ouvindo as populações afetadas e transformando essas demandas em estudos científicos que possam avaliar os impactos reais.
“É nosso papel estar junto das comunidades, ouvir, perceber e trazer respostas baseadas em ciência.”
Vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, o Insa desenvolve pesquisas voltadas para conciliar desenvolvimento econômico, sustentabilidade ambiental e justiça social no semiárido.
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