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Engenheiro Eletrônico, MBA em Software Business e Comércio Eletrônico, Diretor da Light Infocon Tecnologia S/A e Diretor de Relações Internacionais da BRAFIP – Associação Brasileira de Fomento à Inovação em Plataformas Tecnológicas.
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Em um mundo cada vez mais “guiado” pela tecnologia, o desenvolvimento econômico e social de um país está diretamente ligado à sua capacidade de investir nas áreas estratégicas de “Tecnologia e Inovação”.
Com relação a tecnologia, três se destacam como pilares da chamada “Nova Economia do Século XXI”: a Robótica, a IA (Inteligência Artificial) e a Computação Quântica.
Embora esses termos possam parecer distantes do cotidiano da maioria das pessoas, seus impactos já estão presentes na indústria, nos serviços, na saúde, na agricultura e até nas políticas públicas.
Investir nessas tecnologias não é apenas uma opção de modernização, mas uma condição essencial para garantir competitividade, crescimento econômico e melhoria da qualidade de vida da população.
Os investimentos financeiros são o primeiro passo para transformar potencial tecnológico e de inovação, em resultados concretos.
Recursos destinados à compra de equipamentos, à criação de laboratórios, à capacitação de recursos humanos, ao apoio a startups e à manutenção e atração de empresas inovadoras, ajudam a formar um Ecossistema capaz de gerar novos produtos, serviços e empregos, fortalecendo a economia como um todo.
Robótica, IA e Computação Quântica: Por que investir nessas tecnologias é decisivo para o futuro de um país (II)
A Robótica aumenta a produtividade industrial, reduz desperdícios e melhora a segurança do trabalho.
A IA permite analisar grandes volumes de dados, otimizar processos e apoiar decisões em áreas como saúde, segurança pública, logística e finanças.
Já a Computação Quântica (conjuntamente com IA), ainda em fase inicial (mais evoluindo rapidamente), promete resolver problemas complexos que hoje levaria muito tempo para serem processados por computadores tradicionais, abrindo caminho para avanços científicos e industriais sem precedentes.
Os recursos financeiros (públicos e privados), propiciam investimentos em P&D (Pesquisa e Desenvolvimento) e em Inovação de uma forma geral. É por meio de investimentos deste tipo, que países “deixam de ser apenas consumidores de tecnologia para se tornarem criadores de soluções próprias e inovadoras”.
Universidades, centros de pesquisa e empresas (especialmente as de base tecnológica), quando trabalham de forma integrada e colaborativa, conseguem adaptar essas tecnologias à realidade local, gerar patentes e estimular a inovação contínua.
No longo prazo, o investimento em P&D reduz a dependência externa, fortalece a economia, a soberania tecnológica e cria vantagens competitivas sustentáveis no cenário internacional.
Robótica, IA e Computação Quântica: Por que investir nessas tecnologias é decisivo para o futuro de um país (III)
Outro fator decisivo é o investimento em “talentos” (Recursos Humanos). Nenhuma tecnologia e/ou inovação avança sem pessoas qualificadas para operá-la, aperfeiçoá-la e desenvolvê-la. A formação de engenheiros, pesquisadores, programadores, técnicos e gestores especializados (na gestão de projetos complexos) é fundamental para que Robótica, IA e Computação Quântica sejam aplicadas de forma eficiente e ética.
Além disso, a capacitação profissional contribui para a geração de empregos de maior valor agregado e para a adaptação da força de trabalho às mudanças do mercado, reduzindo os impactos sociais negativos da automação e do uso cada vez maior, destas três tecnologias, em especial a de IA.
Ao investir de forma equilibrada em recursos financeiros, P&D, Inovação e Pessoas, um país cria as bases para um desenvolvimento técnico sólido e um crescimento econômico sustentável. Robótica, IA e Computação Quântica não são tecnologias do futuro distante: elas já moldam o presente e definem quais nações estarão na liderança da economia global nas próximas décadas.
Robótica, IA e Computação Quântica: Por que investir nessas tecnologias é decisivo para o futuro de um país (IV)
Para a sociedade, esses investimentos representam mais oportunidades e melhores condições de vida. O Brasil, com relação a essas tecnologias, não é um líder global, mas vem consolidando um “Ecossistema Científico-Tecnológico” mais estruturado e com ambições de crescimento sustentado.
Em IA, por exemplo, temos potencial para ser um polo latino-americano, mesmo ainda distante de países líderes em volume de pesquisa aplicada e adoção industrial.
Em Robótica estamos crescendo rapidamente, no uso industrial e em pesquisa/inovação, mas sem ecos robustos na cadeia produtiva mundial de robôs avançados.
E na Computação Quântica, temos presença acadêmica relevante, porém em desenvolvimento bem inicial, comparado a centros de excelência dos Estados Unidos, da Europa e da China.
Temos que melhorar bastante, nossa capacidade de converter P&D em “inovações industriais e em serviços competitivos” e de “treinar/atrair/reter talentos altamente qualificados”, fatores esses determinantes para que o Brasil transite de “protagonista regional” para líder tecnológico em nível global.
Temos que agir rápido pois o tempo é curto, bem curto.
Atenção: Os artigos publicados no ParaibaOnline expressam essencialmente os pensamentos, valores e conceitos de seus autores, não representando, necessariamente, a linha editorial do portal, mas como estímulo ao exercício da pluralidade de opiniões.
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