Fechar
O que você procura?
Entretenimento
Foto: Paizinha Lemos
Continua depois da publicidade
Continue lendo
Nesta quinta-feira (12), o Museu de Arte Popular da Paraíba (MAPP), às margens do Açude Velho, em Campina Grande, atraiu um expressivo público durante a 11ª edição do Cinquentinha, bloco da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), realizado pela Pró-reitoria de Cultura (PROCULT).
Subiram ao palco montado ao lado do MAPP, a cantora Gitana Pimentel, Tony Show & Expressão Musical, Erika Marques & Banda Magia, e Samba Show.
O responsável por conduzir a programação foi o professor do Centro Artístico Cultural (CAC) da Instituição, Caio Czar. Mantendo a tradição de colorir o cortejo com muitas fantasias e animação, a Universidade Aberta à Maturidade (Uama/UEPB) marcou presença no Bloco novamente.
Além disso, participaram da ocasião, o Boi Redbull, da comunidade Rosa Mística, e o Grupo Folclórico Sisais, de Pocinhos (PB), tendo em vista haver sido fundado por um dos homenageados do Cinquentinha, Erivelton Cunha Nóbrega (Vevel).
Reunindo as mais variadas faixas etárias, o evento trouxe uma maior integração entre a Universidade e a cidade, por meio do Carnaval de rua, segundo o pró-reitor de Cultura, professor José Cristóvão de Andrade.
De acordo com ele, o projeto surgiu para celebrar os 50 anos da UEPB e foi conquistando seu próprio espaço no calendário campinense. O pró-reitor lembrou, ainda, as homenagens desta edição: Biliu de Campina, Vevel e Chico Pereira.
“O Cinquentinha sempre reconheceu estas trajetórias ligadas à cultura popular e a nossa memória afetiva. São pessoas que contribuíram de forma valiosa para a música, a criação artística, a pesquisa, a difusão e a preservação de saberes, ajudando na formação de novas plateias, preservando a tradição e inspirando toda uma comunidade”, pontuou.
Para o pró-reitor adjunto de Cultura, professor Juarez Nogueira Lins, o Cinquentinha chega aos 11 anos consolidado e com parcerias importantes, desempenhando um papel de relevo, ao lado dos outros blocos de Campina.
“Anualmente, o Cinquentinha é uma realidade na cidade, atraindo tanto aqueles que fazem o dia a dia da UEPB, como a população do município. É motivo de orgulho para a Instituição e deixamos nosso agradecimento aos parceiros e todos aqueles que nos apoiam. Ficamos também felizes porque criamos essa oportunidade de encontro, de leveza, que faz bem para quem mora em Campina e para quem vem prestigiar, mantendo viva uma festa que segue se renovando e trazendo alegria para as pessoas”, pontuou.
O professor lembrou que a exemplo de como ocorreu em 2025, o Cinquentinha aconteceu por meio do “Campina de Brincantes”, uma iniciativa da Associação de Juventudes, Cultura e Cidadania (AJURCC), em parceria com o Governo do Estado da Paraíba.
O Bloco contou, ainda, com o apoio da Associação dos Docentes da Universidade Estadual da Paraíba (ADUEPB), do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Ensino Superior Público da Paraíba (Sintespb/UEPB) e da Prefeitura Municipal de Campina Grande (PMCG).
Membro da diretoria do Cinquentinha, Alberto Alves enfatizou que, através do Bloco, a UEPB reafirma seu compromisso com a comunidade, de valorizar as manifestações culturais dela.
“A retomada do Carnaval de rua em Campina foi muito significativa, hoje vivemos a consolidação da festa. A Universidade também se configurou como uma peça fundamental para alavancar esse contexto positivo, somando-se ao esse movimento e atuando de maneira articulada com as demais agremiações. Foi essa união que fortaleceu o Carnaval. O Cinquentinha só cresceu ao longo de mais de uma década, sendo inclusive reconhecido pelos outros blocos”, acrescentou.
No meio do Bloco, uma figura se destacava, a quem alguns foliões do Cinquentinha chamavam de “sósia de Biliu”. Era Carlos Garcia, morador do bairro Catolé, que na verdade decidiu homenagear o artista.
“Tenho essa fantasia há algum tempo e como sabia que o tema do Bloco era ele, escolhi usá-la. As pessoas dizem que fico bastante parecido. Uma vez, tiraram uma foto minha assim e mostraram para Biliu, depois alguém me falou que ele não gostou muito, mas faz parte, né? E ele era conhecido por ter uma personalidade forte”, disse, sorrindo.
Moradora do bairro José Pinheiro, a auxiliar de enfermagem Andreza Silveira, de 32 anos, esteve no Bloco pela primeira vez e destacou o caráter acolhedor da iniciativa.
“Gosto do Carnaval e sobretudo para quem, como eu, trabalha em plantões longos, a diversão é uma espécie de presente para a gente renovar as energias. Vim com a minha sobrinha de 11 anos e ela gostou bastante do espaço dedicado às crianças. Tudo seguro, organizado e tranquilo, ano que vem com certeza voltaremos”, afirmou.
Além do público em geral, estiveram na oportunidade representantes de diferentes áreas da cultura, da UEPB e da esfera pública municipal, a exemplo do diretor do MAPP, professor José Pereira da Silva; do pró-reitor da Proplan, professor Ricardo Soares; do coordenador de Comunicação da UEPB, Hipólito Lucena; do coordenador da UAMA, professor Manoel Freire; da diretora do Centro Artístico da UEPB, Patrícia Lucena; da criadora do Solidarium – Instituto de Arte, Cultura e Cidadania, Eneida Agra Maracajá; da consultora de Cultura da Procult, professora Joseilda Diniz; do poeta Alfrânio de Brito; da artista visual Rebeca Souza; do jornalista e pesquisador Xico Nóbrega; da vereadora Jô Oliveira; do coreógrafo Mauro Araújo; dos idealizadores dos blocos “Cangerê” e “Arrasta Axé”, Gleydson Virgulino e Luan Costa, respectivamente; e do diretor do Grupo de Tradições Populares Acauã da Serra, Agnaldo Barbosa, entre outros.
© 2003 - 2026 - ParaibaOnline - Rainha Publicidade e Propaganda Ltda - Todos os direitos reservados.