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*Vídeo: ParaibaOnline
O vereador Alexandre Pereira voltou a cobrar explicações do Governo do Estado e da Cagepa sobre o rompimento de um reservatório de água em Campina Grande, tragédia que completou 90 dias sem esclarecimentos oficiais e que resultou na morte de uma mulher, além de causar destruição em diversas residências da região.
Durante entrevista ao Jornal da Manhã, da Rádio Caturité FM, o parlamentar criticou a falta de respostas por parte dos órgãos responsáveis e afirmou que a gravidade do caso tem sido minimizada pelas autoridades estaduais.
“Completaram noventa dias de uma tragédia que vitimou uma mãe de família acamada, por conta do rompimento de um reservatório da Cagepa, e até agora não existe nenhuma explicação por parte do Governo do Estado nem da Cagepa”, afirmou.
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Alexandre questionou a ausência de um relatório técnico sobre o ocorrido e levantou suspeitas quanto à falta de transparência no processo de apuração. “Não temos respostas. O que eles têm a esconder que ainda não apresentaram o relatório? Por que não deixaram os vereadores adentrarem ao reservatório, no bairro Santa Rosa, para vistoriar a estrutura?”, indagou.
Segundo o vereador, quando os parlamentares estiveram no local, foram realizadas intervenções emergenciais apenas para disfarçar a real situação da estrutura. “Quando fomos lá, fizeram uma maquiagem de urgência”, denunciou.
O vereador destacou ainda o sofrimento prolongado das famílias atingidas e dos moradores da área, que aguardam respostas desde o dia do acidente. “São noventa dias que a família e os moradores esperam por respostas. Casas foram arrastadas, derrubadas, e o governo acha que a solução para isso é apenas indenizar as famílias”, criticou.
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Alexandre também fez duras críticas à forma como o episódio foi tratado publicamente, comparando a repercussão do caso com outros temas que, segundo ele, receberam mais atenção. “Tornaram a morte de peixes, que ninguém se alimenta, mais grave do que a morte de uma mulher”, afirmou.
Ele citou ainda o que classificou como uma mobilização articulada para desviar o foco da tragédia humana. “Eu não vi ninguém se queixando disso. Pelo contrário, vi um grande movimento patrocinado pelo ‘escritório do amor’, às margens do Açude Velho, para tornar a morte dos peixes mais grave do que a morte dessa mulher”, declarou.
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