Arimatéa Souza

Um moço envelhecido

Arimatéa Souza
Publicado em 5 de fevereiro de 2026 às 0:04

´Paraíso dos advogados´

No ano de 2024, o liquidado Banco Master – que está a ´balançar´ a República – gastou com “serviços técnicos especializados e consultoria jurídica” nada menos do que R$ 580 milhões.

Evolução

Há alguns dias, esta Coluna publicou:

“Não chamem para a mesma prévia carnavalesca João Azevedo e Jhony Bezerra…”

Adicional

Mais recentemente, houve outra sugestão: “Também não chamem para o mesmo bloco carnavalesco o secretário de Saúde do Estado, Ari Reis, e seu antecessor Jhony Bezerra…”

Atualização

É aconselhável não convidar para a mesma festa carnavalesca Jhony Bezerra e Adilson Júnior, genro do governador João Azevedo.

Termômetro

Em suas redes sociais, Jhony Bezerra mirou João Azevedo indiretamente: “O que define o caráter de um LÍDER não é o cargo que ocupa, mas as suas atitudes”.

Fecho (por hoje)

Aguardemos as próximas edições do Diário Oficial do Estado.

Baixa em andamento

A ´desenhada´ saída do deputado estadual Júnior Araújo do PSB só espera o avanço do calendário e a chegada do período da ´janela partidária´ – começo de março – para ser consumada.

“Essa é uma questão que vai aumentar a discussão nos próximos dias. Óbvio que nós temos um direcionamento ao Progressistas”, comentou Júnior nesta quarta-feira.

Cobrança ao vivo

Parte da bancada de oposição na Câmara Municipal de Campina Grande compareceu na manhã de ontem à sede do Tribunal de Contas da Paraíba (TCE-PB) para uma audiência com o conselheiro/presidente Fábio Nogueira.

Oficialmente, os edis solicitaram uma “atuação preventiva do órgão de fiscalização” na administração campinense.

Apuração

O presidente do TCE-PB assegurou que “todas as eventuais irregularidades apontadas são submetidas à análise técnica nos relatórios produzidos pela Corte de Contas”.

Quem estava lá

Os edis que foram ao TCE-PB: Sargento Wellington Cobra (PSB), Rostand Paraíba (PP), Anderson Almeida (PSB), Jô Oliveira (PCdoB), Waléria Assunção (PSB) e Valéria Aragão (Republicanos).

Invocação

Para usar uma bem expressão antiga, na manhã de ontem as ´orelhas´ do prefeito Bruno Cunha Lima devem ter queimado.

E com força!

De ´aviso prévio´

O deputado licenciado Fábio Ramalho (a caminho da filiação ao PSD) sinalizou que vai antecipar o seu retorno à Assembleia Legislativa e deixar a chefia de gabinete do prefeito campinense Bruno Cunha Lima (União).

O detalhe

Com base na legislação eleitoral, o prazo limite para desincompatibilização – para quem pretende disputar as eleições deste ano – é o dia 3 de abril.

Não faz bem

Em qualquer circunstância, e em relação a qualquer personagem, é sempre desalentador noticiar e/ou comentar sobre desempenhos pífios de conterrâneos que ocupam postos relevantes no plano nacional.

Agudizado

Essa sensação é ainda mais aguda quando isso ocorre com uma jovem liderança regional emergente, como é o caso do paraibano Hugo Motta, que igualmente preside o partido Republicanos no Estado.

Aniversário

No começo da semana em curso, transcorreu a passagem do primeiro ano de Motta à frente da presidência da Câmara Federal, de um mandato com duração de dois anos.

A fria avaliação desses meses iniciais é insignificante no que concerne às expectativas que a sua passagem pelo terceiro cargo mais importante do país geraram em termos de conquistas para os seus conterrâneos.

´Extrato´

O que emerge no balanço desse ciclo inicial chega a ser até decepcionante: priorização de pautas corporativas; um marcante episódio de cerceamento à liberdade de imprensa e de censura à TV Câmara, que teve a sua transmissão ao vivo retirada do ar para que a opinião pública não contemplasse cenas bisonhas de deputados no plenário de uma das principais casas legislativas do país.

´Tratorando´

No plano estadual, a mais reluzente ação de Hugo Motta é uma ação agressiva e desmedida para viabilizar a candidatura do seu pai, prefeito Nabor Wanderley (REP), de Patos, ao Senado, à custa das emendas parlamentares – esse submundo da política e da administração pública brasileiras.

Nada a mudar

Por sinal, na abertura do ano legislativo, segunda-feira última, como registrado nesta Coluna, o presidente da Câmara reafirmou que nada será modificado com relação aos critérios, parâmetros e especialmente monitoramento dessas emendas, apesar da fiscalização em curso no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre esse tema.

Procrastinação

No dia de ontem, o ministro Flávio Dino, do STF, registrou que a presidência da Câmara praticou uma “indevida demora” no processo de cassação dos (agora) ex-deputados e Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem, que tiveram os mandatos cassados por terem se ausentados do país.

Extrapolação

Terça-feira última, o presidente da Câmara liderou a aprovação de um projeto que criou uma nova gratificação para servidores do Legislativo, bem como um ´penduricalho´ de licença compensatória que permite que o salário dos funcionários do Congresso ultrapasse o teto constitucional.

Sem meias palavras

Com todas as letras, posteriormente, Motta afirmou que “nós estamos aqui tratando desses servidores que passarão a ter – e aí nós vamos definir a abrangência na Casa – o direito de receber EXTRA TETO pelas funções que ocupam”.

O custo

Apenas para pagar essa majoração salarial à ´elite´ do Congresso, o desembolso para este ano está estimado em quase R$ 800 milhões.

Ou seja: valor superior ao orçamento TOTAL de aproximadamente 95% dos municípios brasileiros (5.271 cidades), a exemplo da própria ´Patos´ – berço eleitoral de Hugo.

Fundamentação

O famoso teto constitucional – R$ 44.008,52 – foi criado em meados deste século, no período do governo Lula I.

Tem como princípio que nenhum servidor público poderia ganhar acima da remuneração de um ministro do Supremo Tribunal Federal.

“Pelos ares”

A bem da verdade, o próprio Judiciário – e faz tempo! – já ´jogou pelos ares´ da desfaçatez esse ´teto´ entre os seus membros ´togados´.

A sensação é que o teto, na cúpula do poder, foi convertido numa mera hipocrisia retórica.

Acinte

No mesmo ´pacote de bondades´ com recursos públicos, foi aprovado outro projeto que determina a implantação imediata da nova gratificação e autoriza 1 dia de FOLGA a cada 3 dias TRABALHADOS, com possibilidade de converter as folgas em verba indenizatória.

Impessoalidade

A presidência da Câmara recusou a votação nominal da proposta.

“Estamos com este projeto que está sendo votado, e não está sendo discutido aqui”, travou Hugo Motta.

Contraponto

O projeto que elevou para R$ 5 mil mensais a isenção do desconto do Imposto de Renda na fonte para assalariados levou longos 198 dias para ser votado.

Outra concessão

Nesta quarta-feira, a presidência da Câmara indicou que a verba mensal de gabinete para os 513 deputados deverá ter um reajuste de 23,1%, passando de R$ 133 mil para mais de R$ 150 mil, mediante um ato administrativo da mesa diretora.

Previsibilidade

Volto ao ponto inicial. Sob o ponto de vista racional, é preciso admitir que não há surpresas na gestão de Hugo Motta.

No máximo, tão somente expectativas telúricas frustradas.

Preposto de seu núcleo

A eleição para a presidência do deputado paraibano foi fruto da escolha do grupo que ele integra desde que chegou ao parlamento nacional: o Centrão, que é ´assexuado´ ideologicamente e que se amolda sistematicamente aos interesses essencialmente corporativistas, qualquer que seja o governo ´de plantão´; qualquer que seja o arco político predominante da República.

Certa vez, o ex-ministro e ex-presidenciável Ciro Gomes sublinhou que “o Centrão é um ajuntamento de mercadores. Eles não têm projeto de país, eles têm projeto de poder e de orçamento”.

 

Será que o ´encrencado´ banco BRB fez estragos em instituições aqui pela Paraíba?…

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