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Foto: Freme/FlamengoTV
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Ainda que tenham sido os dois campeões nacionais do Brasil em 2025, Corinthians e Flamengo chegam à disputa da Supercopa, no início de 2026, em realidades financeiras opostas.
Enquanto o Rubro-Negro concluiu nesta semana a maior contratação da história do futebol brasileiro, o Timão encerrou uma negociação por não ter R$ 1 milhão disponível em caixa.
FLAMENGO AINDA MAIS FORTE
Quatro dias antes da decisão da Supercopa, o Flamengo fechou o retorno de Lucas Paquetá. O meia defendia o West Ham, da Inglaterra, e volta ao clube que o revelou.
O investimento fixo de 42 milhões de euros (cerca de R$ 260 milhões, na cotação atual) é o maior já feito por um clube brasileiro. O valor supera com ampla margem a segunda maior contratação do país, registrada também neste ano, quando o Cruzeiro pagou 27 milhões de euros fixos ao Zenit, da Rússia, para contratar o volante Gerson.
Paquetá chora na chegada ao Flamengo; meia escolhe camisa 20
Com a chegada de Paquetá, o Flamengo ultrapassou a marca de R$ 300 milhões investidos apenas em janeiro. Além do meia, o clube carioca contratou o goleiro Andrew, ex-Gil Vicente, de Portugal, por R$ 9,4 milhões, e o zagueiro Vitão, que estava no Internacional, por R$ 34 milhões.
Desde 2019, o Rubro-Negro figura entre os clubes brasileiros que mais investem no mercado. Em algns desses anos, o time carioca dividiu o posto principalmente com o Palmeiras e, nas duas últimas temporadas, com o Botafogo.
Nesse período, a equipe da Gávea investiu R$ 1,79 bilhão em contratações. O montante corresponde nesta quinta-feira (29) a cerca de dois terços da dívida total do Corinthians, estimada em R$ 2,8 bilhões.
CORINTHIANS COM CAIXA ARRASADO
Se o caixa flamenguista segue abastecido, a situação financeira do Corinthians é oposta. O clube vive um momento de escassez de recursos e adotou uma política rígida para a janela de transferências.
A diretriz da diretoria é não fechar negociações que envolvam qualquer tipo de aporte financeiro imediato.
Foi esse o motivo que levou o Corinthians a barrar a contratação do volante Alisson, cuja chegada por empréstimo exigiria o pagamento de uma taxa de R$ 1 milhão ao São Paulo. O valor não estava disponível em caixa para esse tipo de operação.
Com os recursos que entram mensalmente, a prioridade do clube é manter os compromissos em dia e renegociar dívidas em aberto.
Ao contrário do Flamengo, que fez altos investimentos nos últimos anos e conseguiu honrar os pagamentos, o Corinthians sofreu recentemente sanções esportivas por inadimplência com clubes e jogadores.
Mesmo após quitar os débitos com o Santos Laguna, do México, e com o meia Matías Rojas no início do ano, o risco de um novo transfer ban segue presente. O clube tenta agora chegar a um acordo com o Talleres, da Argentina, por uma dívida relacionada à contratação do meia Rodrigo Garro, realizada no início de 2024.
Paralelamente, o Corinthians trabalha para cumprir acordos pendentes de janelas anteriores, em especial referentes a contratações feitas em 2024, quando praticamente todos os reforços chegaram sem que os pagamentos fossem integralmente realizados.
O clube atravessa um processo de reestruturação financeira e administrativa e busca sinalizar ao mercado um novo momento institucional. Um dos principais desafios é justamente fechar as torneiras e evitar contratações que provoquem impacto negativo na contabilidade.
* FÁBIO LÁZARO E BRUNO BRAZ (folhapress)
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