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Educação e Ciência
Foto: ParaibaOnline/Arquivo
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O presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Agreste da Borborema (Sintab), Franklin Barbosa, concedeu entrevista à Rádio Caturité FM e apresentou um panorama das principais pautas das categorias da rede pública municipal de Campina Grande, com destaque para a situação do magistério, que enfrenta pendências históricas relacionadas a reajustes e progressões de carreira.
Ao comentar o reajuste salarial anunciado, Franklin reconheceu o índice divulgado pela gestão municipal, superior ao percentual nacional, mas alertou que ainda há uma dívida acumulada com os professores referente a anos anteriores.
“O governo federal anunciou 5,4% e o prefeito anunciou que vai passar um valor superior, de 6%. Mas, é importante lembrar que, em 2023, o prefeito deixou de repassar um percentual referente a 2024. Mesmo pagando esse 6% a mais agora, ele ainda deve cerca de 9% desse período que não foi repassado ao magistério. É um percentual considerável”, afirmou.
Além da questão salarial, Franklin destacou que as progressões do magistério seguem congeladas, o que tem gerado forte insatisfação entre os servidores e já motivou um indicativo de greve.
“Mais importante, ou tão importante quanto o reajuste, é garantir as progressões. Os servidores estão sem progressão porque não existia um decreto que regulamenta as avaliações”, explicou.
Segundo o presidente do Sintab, o decreto que trata das progressões foi construído por uma comissão paritária, com representantes do sindicato e da própria gestão municipal, aprovado em assembleia por unanimidade e encaminhado ao gabinete do prefeito há cerca de cinco meses — sem qualquer resposta até o momento.
“O decreto foi construído, lido integralmente em assembleia, aprovado pelos servidores e também pela gestão, porque havia membros do governo na comissão. Está tudo pronto, foi encaminhado ao prefeito, e até hoje ele não assinou. São décadas de progressão congelada, e o prefeito não resolve”, criticou.
Diante do impasse, Franklin alertou que os professores avaliam não iniciar o ano letivo, caso o decreto não seja publicado e as progressões não sejam efetivadas.
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