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Caetano faz da festa o antídoto para problemas no Festival de Verão de Salvador

Da Redação*
Publicado em 25 de janeiro de 2026 às 7:30

caetano veloso

Foto: Divulgação

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Caetano Veloso cantou sua música em homenagem à banda BaianaSystem, repassou a carreira, dançou e se apresentou ao lado dos filhos Zeca e Tom no Festival de Verão Salvador. Ele foi uma das principais atrações deste sábado (24), o primeiro dos dois dias do evento.

O baiano se apresentou depois das 21h, na sequência das apresentações de Rachel Reis com Márcio Victor e Ney Matogrosso. Levou ao tradicional evento do verão baiano o show “Caetano nos Festivais”, em que canta músicas de todas as fases de sua discografia. Foi de “Divino, Maravilhoso”, de 1969, auge da tropicália, a “Um Baiana”, do ano passado.

Bem-humorado, Caetano emendou de cara “Branquinha”, “Gente” e “Vaca Profana”. Celebrou a vida brilhante apesar da fome, na segunda música, e os prazeres, apesar da caretice na terceira, dando o tom de como seria a apresentação –a festa que não ignora a desgraça, mas serve como cura.

É algo que só ficou claro na reta final do show, quando ele interagiu com o percussionista Thiaguinho da Serrinha, pedindo que ele puxasse a música “Desde que o Samba é Samba”. Caetano pediu um pouco de alegria “neste show em que muitas canções foram de enormes reclamações”.

Na verdade, o eterno tropicalista fez as duas coisas ao mesmo tempo –às vezes na mesma performance, às vezes na construção do repertório. Foi assim na parte mais ácida do show, com a sequência sugestiva de “Podres Poderes”, com introdução com cara de rock dos anos 1980, e “Anjos Tronchos”, com o telão exibindo montagens com as faces de bilionários donos de big techs como Mark Zuckerberg.

O segmento mais “reclamão”, como definiu Caetano, foi seguido por “Eclipse Oculto”, pérola dos anos 1980, e “Sozinho”, hit cantado pela maioria das cerca de 25 mil pessoas presentes no Festival de Verão. O repertório ainda teve “Muito Romântico”, em versão arrastada, e “Queixa”, outra cantada a plenos pulmões, entre outras.

Um momento marcante foi quando ele chamou os filhos Zeca e Tom –que ainda levaram o neto Benjamin ao palco– para cantar “Salvador”. A música integra “Boas Novas”, recém-lançado disco do filho do meio do tropicalista, que ainda lamentou a ausência de sua outra cria, Moreno, atualmente no Canadá.

O final veio para amarrar a ideia de que a festa é o remédio para a dor. Depois de “Desde Que o Samba é Samba”, Caetano botou o Festival de Verão para dançar com “Reconvexo” –com um riff de guitarra que traça a conexão entre o samba de roda do recôncavo baiano e o pagodão atual– e saiu do palco após cantar “É Hoje”, samba-enredo consagrado.

* LUCAS BRÊDA (FOLHAPRESS)

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