Saúde de JP alerta para importância da vacinação contra poliomielite

Da Redação com Secom/JP

Publicado em 12/05/2022 às 17:58

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A Prefeitura de João Pessoa, através da Secretaria de Saúde (SMS), alerta e convoca pais e responsáveis a atualizarem a caderneta de vacinação das crianças, principalmente para as que tiverem em atraso com as vacinas da Primeira Infância, que vai de zero a cinco anos de idade.

Com casos de poliomielite já registrado em outros países, como Malawi e Israel, a baixa vacinação pode colocar o Brasil em alto risco para o retorno da doença.

Contra a paralisia infantil, a vacina protege contra os três tipos do vírus da pólio (1,2 e 3) e, tem esquema em duas fases: uma vacina intramuscular, que é dada aos dois, quatro e seis meses de idade (com intervalo mínimo de 30 dias); e uma vacina via oral, que é a ‘vacina da gotinha’, dada aos 15 meses e aos quatro anos de idade.

“A vacinação é a única forma de prevenir a ação da poliomielite. Por isso a importância dos chamamentos que fazemos para adesão das Campanhas vacinais, independente da faixa etária”, explicou Fernando Virgolino, chefe da Seção de Imunização da Prefeitura de João Pessoa.

Foto: Kleide Teixeira/Secom/JP

Foto: Kleide Teixeira/Secom/JP

“No caso da poliomielite, o esquema vacinal se inicia aos dois meses, sobretudo é importante que os pais fiquem atentos para completar o esquema vacinal de seus filhos”, completou.

A paralisia infantil é uma doença muito grave e com alto poder de contaminação, que afeta principalmente crianças.

No Brasil, de acordo com a Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim), a cobertura vacinal nunca esteve tão baixa e estima-se que cerca de 30 em cada 100 crianças brasileiras não estejam com esquema de vacinas completos contra a poliomielite, não estando protegidas contra a doença.

“Sabemos que fatores como movimentos antivacinas e a propagação de fake news, principalmente nesse período de pandemia que aconteceu de forma criminosa, reflete e compromete a saúde global. É inquestionável os benefícios e garantias proporcionadas pelas vacinas no que diz respeito a prevenção e ao bloqueio de doenças, que haviam sido erradicadas e estamos vendo ressurgir doenças que já não estavam em circulação, nos fazendo acender um alerta e chamar a atenção para que as pessoas se atentem para se proteger e proteger seus filhos”, alertou Fernando Virgolino.

Poliomielite – No Brasil, o último caso de infecção pelo poliovírus selvagem ocorreu em 1989, na cidade de Sousa, na Paraíba. Assim, o Brasil recebeu o certificado de eliminação da pólio em 1994. A prevenção via vacina é a forma mais segura de se evitar qualquer doença.

A poliomielite é uma doença viral que acomete as raízes nervosas, levando à paralisia flácida de membros, fazendo com que a pessoa acometida não consiga movimentá-los de forma espontânea

O Sistema Único de Saúde (SUS) dispõe de 18 tipos de vacinas gratuitamente, que são ofertadas a partir do nascimento da criança.

“As vacinas são responsáveis pelo aumento da nossa expectativa de vida, foram as principais responsáveis pela diminuição da mortalidade infantil”, completou o chefe da imunização.

Vacinas ofertadas pelo SUS – BCG (Bacilo Calmette-Guerin); Hepatite B; Pentavalente; Vacina Inativada Poliomielite (VIP); Vacina Oral Poliomielite (VOP); Pneumocócica 10 Valente; dTpa (Tríplice bacteriana acelular do tipo adulto); DTP; Rotavírus; Meningocócica C; Febre Amarela; Tríplice viral; Pneumocócica 23 Valente; Influenza; Hepatite A; Varicela atenuada; HPV; Dupla Adulto. Além dessas vacinas de rotina, a rede municipal de saúde oferece também as vacinas de campanhas contra Influenza e Covid-19.

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