Da Redação - Publicado em 02/06/2017 às 17:20

Romero critica alerta da PM: “Orientação do Governo para desestabilizar a festa”

Foto: Paraibaonline

O prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues, criticou as declarações do comandante do Comando de Policiamento Regional (CPR1), coronel Almeida Martins, em relação à falta de catracas na parte superior do Parque do Povo, onde ficam os camarotes e o palco principal.

Romero destacou que o modelo que está sendo empreendido no Parque do Povo acontece desde a época da ex-prefeita Cozete Barbosa, e que o coronel está desatualizado sobre o evento.

O gestor frisou que a diferença feita este ano é que a Rua Sebastião Donato foi deixada livre e houve um recuo na proteção lateral no entorno do Parque do Povo.

O tucano indagou ainda se a solicitação feita pela Polícia Militar não seria uma medida do Governo do Estado para desestabilizar a festa, já que não houve nenhum tipo de incentivo por parte do governador Ricardo Coutinho.

– Convido a todos para visitar o Parque do Povo. Ele está muito mais amplo, pois aquelas barracas que haviam no espaço central foram retiradas. Ficou uma arena muito maior tanto na parte superior, quanto inferior. Este ano estamos uma maior facilidade de acesso, o que também vai permitir uma maior fiscalização. Em relação ao público, 21 mil pessoas nunca foi o espaço do Parque do Povo. Só na parte superior a previsão é de 50 mil pessoas e com a mudança de local dos camarotes, ampliou o espaço para mais 10 mil. Essas catracas que foram sugeridas iriam atrapalhar mais do que ajudar. A Polícia pode fazer uma contabilização por projeção, como faz em grandes eventos. A festa está bem estruturada e está muito melhor […] Precisamos sim da presença importante da Polícia dentro do evento, pois inibe muita coisa. Não sei se essa solicitação foi orientação do Governo do Estado para desestabilizar, para criar uma insegurança na realização do evento. Não sei se veio com esse recado. Se fazia uma reunião dessas (se referindo a reunião da cúpula de segurança), em anos anteriores, com pelo menos trinta dias antes da festa para se ter tempo hábil para qualquer solicitação. Não agora, chegando no dia anterior e dar uma recomendação, que parece de caso pensado para desestabilizar o evento – comentou.

As declarações repercutiram na Rádio Correio FM, nesta sexta-feira, 02.

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