Da Redação - Publicado em 13/06/2017 às 16:54

Camarote de acessibilidade no Parque do Povo está sendo usado indevidamente

Foto: Emanuel Tadeu e Demétrio Costa_Aliança Comunicação

A Lei de 2015, de autoria do vereador Anderson Maia, que prevê a criação de um camarote acessível no Maior São João do Mundo, está em execução neste ano no festejo junino de Campina Grande, porém muitas pessoas que não possuem deficiência física, ou qualquer outra limitação, estão usando o local para se confraternizarem, assim como o banheiro de uso exclusivo.

O tetraplégico, Robson da Silva, 25 anos, de São Domingos do Cariri, viu isto de perto.

Na última semana, ele foi ao Parque do Povo acompanhado de um amigo que o informou sobre o camarote, mas, chegando lá, encontrou o espaço sendo usado por pessoas sem deficiência.

Apesar da fácil acessibilidade, segundo o jovem, Robson Silva disse ter se sentido desrespeitado, pois até na hora de usar o banheiro algumas pessoas estavam querendo tomar a vez dele e, apesar da pintura indicando a exclusividade, disseram não ter visto que o local era para deficientes.

De acordo com Robson, isto está acontecendo porque o local não tem fiscalização.

Diante disto, a Aliança, empresa que está gerindo o Maior São João do Mundo, disse à imprensa que o camarote corre o risco de ser desativado pois, segundo ela, a responsabilidade da fiscalização teria ficado à cargo do Fórum Permanente de Políticas Públicas de Inclusão para Pessoas Deficientes.

Por sua vez, o professor e coordenador do Fórum, Lívio Silva, respondeu que a responsabilidade não é da entidade e que durante reunião no Ministério Público a única referência com relação ao nome dele, no termo de audiência, foi que “teria entregue um relatório dando conta das irregularidades apontadas no último São João, mas que era de conhecimento da Secretaria de Desenvolvimento Econômico”.

Lívio ressaltou que esta secretaria é quem coordena o São João junto com a Aliança.

– Não  há como termos nenhum gerenciamento sobre algo relativo a uma festa promovida pelo município e gerenciada pela iniciativa privada. Tudo o que propomos até agora está registrado no MP e é uma proposta realmente de acessibilidade, porque o que está posto no Parque do Povo é um camarote de medidas mínimas – respondeu.

As informações repercutiram na Rádio Campina FM.

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