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Campina Grande - PB

Presidente da FIEP: “Águas do São Francisco trazem oportunidades para CG e Região”

14/04/2017 às 11:44

Fonte: Da Redação com Ascom

fotos: Paraibaonline

As águas do Rio São Francisco começaram a chegar a Bacia Hidráulica do Açude de Boqueirão, na madrugada desta quinta-feira, dia 13, e com elas veio a renovação da esperança de dias melhores para aproximadamente 900 mil paraibanos que habitam no cariri e região metropolitana de Campina Grande.

Para o Setor Produtivo do Estado, as águas do Velho Chico chegam trazendo desenvolvimento, e oportunidades de geração de emprego e renda, fortalecendo segmentos como a Agroindústria.

“Precisamos usar essas águas a nosso favor, temos que pensar no futuro com a chegada das águas da Transposição. Eu sempre dizia que a Paraíba sem a Transposição não teria futuro algum, nós a essa altura já estaríamos pensando em correr de Campina Grande, porque abastecer a cidade com Carros-pipa seria impossível”, lembrou o presidente da Federação das Indústrias do Estado da Paraíba – FIEP, Francisco Buega Gadelha.

Buega Gadelha falou ainda sobre a necessidade da população se preparar para utilizar a água como fonte de geração de renda.

“Precisamos sensibilizar a população para que ela use a água da forma mais adequada, vamos gerar riquezas para que os paraibanos tenham mais conforto. Temos que ensinar agora as populações a plantar fruticultura irrigada, as culturas mais adequadas para cada região”, disse o presidente da FIEP.

O presidente da Federação destacou que a Paraíba tem apenas 5% do seu PIB focado na Agricultura, enquanto no Estado do Rio Grande do Norte, os seis principais produtos de exportação são oriundos do Agronegócio.

“O Rio Grande do Norte, tem Banana, Castanha de Cajú, Melões, Camarões, e a Paraíba exporta sapatos de borracha, sandálias, produtos têxteis, enfim são todos produtos da indústria, e precisamos fazer esse mix, porque importamos todos nossos alimentos, e temos que gerar nossa própria alimentação, e agora com a Transposição temos competência para isso, porque seremos o principal beneficiário das águas do Rio São Francisco, teremos três entradas, uma por São José de Piranhas, outra pelo Rio Piancó – Coremas, e essa terceira entrada do Eixo Leste, que já está funcionando, então temos que saber usar da melhor maneira essa água, e ainda a grande quantidade de barragens que temos espalhadas no Estado, vamos ter a possibilidade de irrigar toda a Paraíba”.

De acordo com os dados da Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba – Aesa, divulgados nesta quarta-feira o açude de Boqueirão, que tem capacidade para armazenar 411.686.287 m³, estava até ontem com pouco mais de 12 milhões de m³ (3%).

Por causa deste baixo volume, desde 6 de dezembro de 2014, Campina Grande e outras 18 cidades que são abastecidas pelo Reservatório estão enfrentando racionamento de água. O volume está tão baixo que a água está sendo retirada através de um sistema bombas de captação flutuante.

A realidade estava preocupando os representantes do segmento industrial, revelou Buega Gadelha.

“Existia uma apreensão muito grande nas Indústrias de Campina Grande, até os trabalhadores tinham receio que viessem a perder o emprego, porque eles tinham a consciência de que era quase impossível uma indústria grande resistir a uma falta de água permanente, ou seja, fazer abastecimento de uma indústria com carros-pipa, isso não traz competitividade a empresa nenhuma, e o trabalhador tinha consciência disso”, frisou.

As águas da transposição do Rio São Francisco chegam à cidade de Monteiro, na Paraíba, através do eixo leste. Neste trecho, a água é captada na cidade de Petrolândia, no Sertão de Pernambuco e viaja por 208 quilômetros até chegar à cidade paraibana. As águas chegaram a Monteiro no dia 8 de março deste ano. Em menos de um mês, o primeiro açude a receber as águas já começou a sangrar.

A água captada do Rio São Francisco passa por seis estações elevatórias de água, cinco aquedutos, 23 segmentos de canais e ainda 12 reservatórios. A intenção da criação dos reservatórios é beneficiar as comunidades onde foram construídos.

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