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Recados do presidente Bolsonaro para o eleitorado paraibano

Da Redação. Publicado em 1 de agosto de 2021 às 20:20.

Foto: Agência Brasil

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Dias atrás, o presidente Jair Messias Bolsonaro concedeu uma longa entrevista à Rádio Arapuan FM (JP), dentro da ´peregrinação radiofônica´ que começou a protagonizar desde que teve início a sua queda nas pesquisas de intenção de votos para 2022.

APARTE reproduz, a seguir, um resumo do que disse ´o capitão´.

“O grande legado que nós podemos dizer que estamos deixando é o da honestidade. Estamos com dois anos e meio de governo sem qualquer ato de corrupção. A Polícia Federal, dentro do governo federal, não trabalhou. Esse é um grande legado.

“Outro (legado) é mostrar como se forma um ministério. Se você pegar os meus ministros, e comparar com os dos outros (governos) que nos antecederam, você nota uma diferença extraordinária.

“Muitas mortes poderiam ter sido evitadas, parte delas, se outras providências tivessem sido tomadas, já que o governo federal não pode tratar desse assunto no tocante ao tratamento inicial.

“Muitos governadores, o da Paraíba não foi diferente, fecharam todo o comércio e destruíram milhões de empregos formais. As pessoas mais necessitadas ficaram sem o seu ´ganha pão´.

“Se algo está dando errado no governo, a crítica vem para cima de mim. Então, algumas coisas, realmente, eu mando e tem que obedecer. Essa é a regra do jogo. É uma hierarquia que existe. Agora, em grande parte das ações, ele (ministro Marcelo Queiroga, da Saúde) tem liberdade para levar o seu projeto para frente.

“Queiroga tem feito isso e se saído muito bem. Por enquanto, pouquíssima coisa eu teria a falar contra o Queiroga. 90% do que ele faz, eu estou de acordo com ele. Ele deu prosseguimento, em grande parte, à política de quem o antecedeu, o general Pazuello, que fez um trabalho fantástico na Saúde (…) Está de parabéns a Paraíba pelo excelente cardiologista que tem à frente do Ministério da Saúde.

“Vários ministros têm dito da intenção de disputar o governo do Estado, o Senado ou a deputado federal. Mas nenhuma conversa foi aprofundada com o Queiroga nesse sentido. Eu acho ele uma pessoa competente para assumir qualquer função pública no Brasil. Se ele quiser meu apoio, a gente conversa, discute as bases (…) Ele está muito mais para disputar no Legislativo do que no Executivo.

“Não quero precipitar o lançamento de candidaturas. Está um pouco cedo para tratar desse assunto. Eu não apoiei candidaturas em 2020, primeiro porque eu não tinha partido, estou sem partido.

“A escolha do meu vice (general Mourão) na última (eleição) foi muito em cima da hora, assim como a composição das bancadas, especialmente para deputado federal. Muitos parlamentares, depois de ganharem com o nosso nome, transformaram-se em verdadeiros inimigos nossos (…) Não queremos sofrer desse mesmo problema nas eleições do ano que vem, caso venha ser candidato a presidente.

“A escolha do meu vice foi feita meio ´a toque de caixa´. O Mourão faz o seu trabalho. Ele tem uma independência muito grande. Por vezes, atrapalha um pouco a gente. Mas o vice é igual a cunhado: você casa e tem que aturar o cunhado de seu lado, você não pode mandar o cunhado embora.

“O vice é uma pessoa importantíssima para agregar simpatia. Alguns falam que um bom vice poderia ser de Minas Gerais, de um estado do Nordeste, ou uma mulher ou de um perfil mais agregador pelo Brasil.

“Nenhum partido vai influenciar na minha decisão sobre o (aumento) Fundo Eleitoral.

“Tenho que governar com quem o povo mandou para cá (Brasília)…

“Se eu afastar do meu convívio parlamentares que são réus ou têm inquéritos, eu perco quase a metade do parlamento (…) Eu sou réu no Supremo Tribunal Federal (…) Acho que todos nós só somos culpados depois da sentença transitada em julgado.

“Eu não quero polemizar com este parlamentar (deputado federal Julian Lemos, PSL/PB). Essa é uma das perguntas que eu prefiro não responder (…) O povo se entenda com ele nas urnas no ano que vem.

“Eles (Lula e Dilma) distribuíram estatais com os partidos políticos. A Petrobras, os Correios, o BNDES, a Caixa Económica, Banco do Brasil. Nada disso está nas mãos de políticos no meu governo. Então há uma diferença enorme entre o que Lula e Dilma fizeram no passado e o que eu faço agora. Não é a mesma coisa.

“O que essa CPI (da Covid) fez até agora de bom para o país? Nada, a não ser me acusar de corrupção por algo que eu não comprei (vacina da Covaxin).

“Com (a compra) de respiradores já foi uma festa de corrupção pelo país, através de recursos enviados para estados e municípios (…) Não vão pegar corrupção em nosso governo, porque é honesto.

“O preço médio do botijão de gás de 13 quilos, lá onde ele é engarrafado, é R$ 45. Imposto federal: zero. Então de 45 reais chega a 100 reais como? Basicamente, é o ICMS, dos estados, mais o preço do transporte e a margem de lucro (…) O que mais pesa no preço do combustível é o ICMS.

“O objetivo principal é simplificá-la, mas passa pelo parlamento. E aí muita modificação pode ser feita. O que eu já falei: nós não vamos admitir aumento de carga tributária. Se aumentar alguma coisa, eu veto aquilo que começou comigo mesmo.

“Eu sou apaixonado pelo Romero (Rodrigues) e acho que a política em quase todos os estados, e na Paraíba não será diferente, vai estar polarizada.

“Romero é uma pessoa que gosto muito, acho uma excepcional pessoa e, obviamente, a eleição na Paraíba, da minha parte, passa pelo Romero”.

*com informações da coluna Aparte, assinada pelo jornalista Arimatéa Souza

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