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Deputado do MDB/PB revela “ódio”, “desgostos” e “angústias”

Da Redação. Publicado em 2 de dezembro de 2021 às 21:20.

Existem mágoas, expectativas e ansiedades no MDB na Paraíba.

Eis o que foi observado na entrevista que o deputado estadual Raniery Paulino concedeu da noite da última terça-feira à TV Itararé – canal 18.1.

Uma síntese dessa conversa com o emedebista é o que leitor poderá ler a seguir.

“Momentos que requerem muita atenção, paciência e compreensão da razão de cada um (…) Busco que o MDB sinalize qual é o rumo para 2022, porque isso tem implicações, é natural.

“Esse momento de instabilidade do MDB, na verdade afugenta ao invés de atrair lideranças, principalmente para (disputar) deputado federal e deputado estadual.

“Só houve até agora uma reunião da comissão provisória que está dirigindo o partido. Seria interessante que o presidente Veneziano convocasse uma reunião para tratar dessas questões partidárias.

“Eu trato as coisas com transparência. E tenho me angustiando com essa indefinição do MDB.

“Eu sou muito claro: meu compromisso para governador em 2022 é com João Azevedo. A questão partidária vai estar acessória nessa discussão.

“Faltou oportunidade, não sei se é a pandemia (…) É importante que João Azevedo converse com Veneziano; é importante que Veneziano converse internamente com o MDB, porque até agora só tivemos uma reunião. Não adianta cobrar uma postura pro lado de fora e não fazer o dever de casa.

(Veneziano e Romero Rodrigues) “A tendência é de poder acomodar.

Foto: Paraibaonline

Foto: Paraibaonline

“Internamente nós estamos muito mal! Infelizmente, nós filiamos quem? É melhor que se defina (…) Isso é terrível para o fortalecimento do partido, porque o MDB só está se preocupando com a chapa majoritária (…) O sinal amarelo está ligado!

“Eu não conspiro. Odeio conspiradores! (…) É legitimo ser oposição, é legítimo ser governo. Mas cada um tem que cumprir o seu papel e ter a compreensão do seu papel.

“Estou muito angustiado, desgostoso da política. O que mais odeio na política é dissimulação. Eu odeio dissimuladores. Outra coisa é o radicalismo (…) As pessoas têm que se declarar politicamente.

“Tenho uma ansiedade para essa definição interna do partido, para saber se terá consequências.

“Não sei se vou conseguir, sendo muito sincero e pragmático (…) Não sei se vou aguentar isso.

“Tenho apreço, amizade e admiração por Bruno Cunha Lima. Fomos grandes parceiros na Assembleia Legislativa. Bruno qualifica o ambiente (…) Fui elo, inclusive, de alguns diálogos de Bruno com o ex-senador José Maranhão.

“Ivandro Cunha Lima foi um grande senador para a Paraíba. Ele é amigo pessoal do meu pai (Roberto Paulino) e eu preservo essa amizade através de seu neto (Bruno).

“Eu tenho construído na minha cabeça uma certa cronologia. Não vou expor, para não dar a ideia de que é algum tipo de pressão que eu esteja fazendo ao partido. O MDB deve ter o tempo dele, Veneziano tem o tempo dele. Vou respeitar o tempo de cada um. Não sei se esse tempo vai coincidir com o meu tempo. Não gosto de ser pressionado nem gosto de pressionar.

“Não tenho nenhuma incompatibilidade com Romero Rodrigues. Pelo contrário. Tenho uma relação muito amistosa, boa e respeitosa (…) Eu gosto de Veneziano e não odeio Romero.

“Eu não odiava (o ex-prefeito de Guarabira) Zenóbio Toscano. Pelo contrário, eu o admirava. Ele ajudou muito na minha formação enquanto político.

“Eu gosto de Camila Toscano (filha de Zenóbio), não tenho raiva dela. Mas ela ainda não tem as qualidades do pai. Zenóbio era singular. Mas acho Camila uma deputada qualificada. Só acho que ela poderia ser mais presente em Guarabira, ter um pouco mais da vivência dos problemas da cidade”.

*com informações da coluna Aparte, assinada pelo jornalista Arimatéa Souza

Para ler a coluna completa, acesse aqui:

https://paraibaonline.com.br/aparte/pp-cidadania-realcam-casamento-feliz/

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