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Campina Grande - PB

Polícia mostra como agia grupo criminoso que vendia atestados médicos falsos

20/04/2017 às 21:15

Fonte: Secom/PB

Foto: Secom/PB

A Delegacia de Defraudações e Falsificações (DDF) de João Pessoa divulgou, no início da tarde desta quinta-feira (20), detalhes da investigação que culminou com a prisão do servidor da Prefeitura Municipal da Capital, Wolgran Andrade Lima, 25 anos, e do representante comercial Everton Melquiades de Araújo, 26 anos, suspeitos de integrar um grupo criminoso responsável pela venda de atestados médicos falsos na Paraíba, por meio das redes sociais.

Os agentes de investigação realizaram um levantamento na internet e descobriram durante as buscas a existência de um grupo de whatsapp que a associação criminosa usava para oferecer atestados ou receituário (receita médica) com o discurso de que a pessoa podia resolver os problemas ao entrar no grupo.

Eles também passavam a tabela de preços aos interessados. Um atestado de três dias custava 60 reais, cinco dias 90 reais, sete dias 110 reais, dez dias 140 reais e 14 dias 160 reais.

“Os criminosos também informavam que o atestado já vinha com o Código da Doença (CID) cadastrado e com o carimbo e assinatura do médico e acima de cinco dias eles ainda mandavam uma receita de brinde com a suposta medicação prescrita pelo médico para que não restasse nenhuma dúvida na hora da apresentação do atestado ao empregador. Todos os atestados eram vendidos através desse grupo e quando o cliente estava fora da cidade os integrantes da associação criminosa enviavam o documento falso pelos correios”, disse o delegado Lucas Sá.

O grupo tinha 256 pessoas e entregava os documentos falsos em vários Estados. A polícia teve acesso a algumas negociações feitas pelos celulares dos dois suspeitos presos.

O grupo foi desativado na noite de quarta-feira (19), mas antes disso mais de 20 pessoas do grupo criminoso foram identificadas, e os mandados de prisão preventiva deles já foram solicitados à Justiça. Entre os envolvidos está um enfermeiro do Complexo Hospitalar Governador Tarcisio Burity (Trauminha de Mangabeira), que seria o responsável por desviar os carimbos dos médicos e as folhas de atestados. Sávio Ricardo Neves Lira se apresentou nessa quinta-feira na delegacia, foi interrogado e liberado por não estar mais em situação de flagrante.

Foto: Secom/PB

Entenda o caso – O grupo criminoso responsável pela venda de atestados médicos falsos começou a ser investigado há 20 dias.

Os primeiros levantamentos mostram a participação de cinco pessoas que moram na cidade de João Pessoa. Na tarde dessa quarta-feira (19), o servidor da Prefeitura Municipal de João Pessoa Wolgran Andrade Lima foi preso em fragrante, quando tentava entregar um atestado falso a um cliente próximo a uma empresa de telemarketing que fica no bairro de Mangabeira. Por meio dele, a polícia chegou ao representante comercial Everton Melquiades de Araújo, que também foi preso.

Os dois suspeitos eram responsáveis por conseguir “clientes” para a associação criminosa, confeccionar os atestados médicos e preencher os dados solicitados pelos clientes.

Os dois foram apresentados ao Juiz na audiência de custódia e foi arbitrada uma fiança de 5 salários mínimos para Everton Melquiades. Já Wolgran Andrade teve a prisão convertida em preventiva e foi encaminhado para o Presídio Flósculo da Nóbrega (Roger).

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