Jornalista há quase 30 anos, escreve a coluna Aparte desde 1991. Já trabalhou em TV, rádio e foi editor chefe do Jornal da Paraíba e colunista das TVs Cabo Branco e Paraíba. É comentarista político das rádios Campina FM, Caturité AM e editor do portal de notícias Paraibaonline.

terça-feira, 20/02/2018

Jogou a toalha

Ampulheta emocional

À medida que o calendário avança e se aproxima o dia 7 de abril – prazo limite para desincompatibilização de quem tem cargo executivo e deseja disputar as eleições deste ano –, a paciência do vice-prefeito pessoense Manoel Júnior (MDB) com o senador José Maranhão vai se esvaindo (MDB).

A insistência de JM em ser candidato a governador ameaça fortemente o desejo do vice de ser efetivado na PMJP.

Só o espelho

Manoel Júnior declarou ontem que a pré-candidatura de Zé “não atende à chapa proporcional, e não atende ao pacto que foi lá atrás firmado de unidade das oposições. Ele não atende coletivamente, atende individualmente”.

Trânsito livre

O vice da Capital registrou que tem uma “relação com os meus correligionários do MDB que sempre foi muito boa”.

“Eu nunca tive nenhum problema nem com Maranhão”, adendou.

Destoante

Mas Manoel Júnior reafirmou que “obviamente acho um equívoco ele (JM) ir na contramão da história e da vontade do povo. Mas obviamente cada um responde por seus atos”.

Inflexível

Zé de Araruna ´deu de ombros´ às palavras de Manoel Júnior: “Minha candidatura é irreversível”, limitou-se a reiterar.

Aceno

O senador declarou ainda que pretende novamente tratar da sucessão estadual com o senador Cássio Cunha Lima (PSDB).

“É claro que estou à disposição, sobre qualquer assunto que ele quiser conversar”, grifou, propositadamente.

Calado

Ao participar ontem de uma solenidade da prefeitura, o prefeito Luciano Cartaxo (PSD) avisou aos jornalistas que não responderia perguntas de natureza política.

´Me dê motivos´

Enquanto isso, em Campina, na solenidade de abertura do ano letivo, o prefeito Romero Rodrigues (PSDB) declarou (sobre a indefinição da chapa oposicionista) que “se for para construir um caminho e encontrar a saída, eu vou estar sempre disposto a dialogar, desde que tenha argumento. Sem argumento, ai não dá”.

Não é no grito

“Com base em imposição de quem quer seja, ou usando qualquer que seja a metodologia, não dá. Mas se alguém chegar a me convencer, está aqui que não é problema”, reforçou RR.

Indireta

Romero ainda comentou que “tem gente que tem uma arrogância de tamanha dimensão que não consegue ser só soldado. Eu posso ser soldado, não tem dificuldade nenhuma”.

Feliz Ano Novo

Finalmente, a Câmara pessoense inicia hoje os trabalhos ordinários de 2018, com a presença de Luciano Cartaxo.

Aplauso

A Rede Paraíba de Comunicação, na pessoa do executivo Eduardo Carlos, está de parabéns por proporcionar a chegada a Campina Grande da Rede CBN de Rádio.

´Papai Noel´…

O ´Estadão´ de ontem noticiou que quase 7 mil juízes brasileiros receberam em dezembro último, a título de indenizações, R$ 211 milhões – média de R$ 30 mil por magistrado.

… Existe

Predominantemente, são valores referentes aos períodos em que o auxílio-moradia não havia sido pago.

 

Mandamento

Os políticos mais experientes e calejados sabem – e ensinam – que o ´fígado´ não é a mais recomendável parte do corpo para se utilizar quando de situações adversas e/ou frustrantes.

Intempestivo

Ao que parece, o experiente deputado estadual Manoel Ludgério (PSD) perdeu de vista essa máxima, ao comentar numa emissora de rádio (Cidade de Esperança), no final de semana, a debandada de sua base política do prefeito de Lagoa Seca, Fábio Ramalho da Silva (PSDB).

Suporte

Ludgério relatou que antes mesmo de Fábio chegar ao comando da prefeitura o ajudou pessoalmente e na campanha municipal (2016).

Quitações

Ele citou o resgate de uma dívida de R$ 50 mil junto a um empresário daquela cidade – contraída pelo então prefeito eleito -, além de outros R$ 15 mil honrados, no mesmo período, com o ex-prefeito local Bola Coutinho.

Virtualmente

O deputado sublinhou que “não fiz isso para todo mundo”, e lamentou “a forma tão grosseira e mal educada” de o prefeito se afastar de sua base política, numa comunicação (da separação) por mensagem telefônica.

Punição

“A história vai punir exemplarmente o que ele fez comigo”, sublinhou Ludgério, para acrescentar que “foi cometido um crime, no aspecto político, contra a minha pessoa”.

Agregados

De forma surpreendente para os ouvintes, Ludgério elencou as diversas pessoas que conseguiu inserir no serviço público (Câmara campinense, PMCG e gabinete parlamentar na ALPB) ligadas ao prefeito de Lagoa Seca, a exemplo da esposa dele, cunhado e correligionários, totalizando uma folha mensal de R$ R$ 13.456,00.

Banir

Manoel Ludgério afirmou que é preciso “varrer da vida política aqueles que querem vender uma cidade como se vende uma boiada”, prometendo ainda “tornar público muita coisa, de forma documentada”.

Envio

“Vou mandar tudo para o Ministério Público Federal e do Estado. Tenho outros assuntos robustos que a Paraíba precisa tomar conhecimento, e vou torná-los públicos”, finalizou o deputado.

Ausente

Fábio Ramalho não quis dar entrevista ontem, alegando que estava ausente da Paraíba.

Nada a declarar

Em contato com jornalistas, a vereadora-presidente Ivonete Ludgério (PSD-CG) disse que caberia ao próprio deputado prestar esclarecimentos.

Em tempo

O prefeito de Lagoa Seca deverá apoiar para deputado estadual Anderson Monteiro (PSC), ex-prefeito de Esperança e filho do atual deputado estadual Arnaldo Monteiro.

´Enterro´ retórico

O que até a Praça dos 3 Poderes, em Brasília, já sabia, há muito tempo, foi verbalizado ontem por uma credenciada voz: deputado paraibano Aguinaldo Ribeiro (PP), líder do Governo na Câmara Federal.

– Vencida a etapa de combate ao crime no Rio de Janeiro, devemos votar a previdência APÓS as eleições (…) Não há possibilidade de os próximos governos não enfrentarem a reforma, que talvez tenha que ser mais aguda – afirmou Ribeiro.

Quais presidenciáveis assumirão que será preciso fazer uma reforma na Previdência?...
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