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Arimatéa Souza

quarta-feira, 21/11/2018

Obscuro cenário

Sem vênia

De maneira surpreendente, o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro João Otávio Noronha, afirmou ontem que a vinculação do reajuste do Supremo Tribunal Federal ao salário de servidores de Estados e municípios é “uma papagaiada”.

 

 

Individualizada

Segundo Noronha, a legislação prevê que cada Estado tem que fazer sua própria lei de remuneração e o salário dos ministros do Supremo é um teto, o que não significa que todas as unidades da federação terão que ter reajuste.

Não impositivo

“Esse negócio do efeito vinculante é uma papagaiada. Não pode querer transferir os problemas dos Estados para a União. Os Estados têm que ter responsabilidade. Se não têm condições de dar o aumento, que não deem”, acentuou.

Alcance

Noronha declarou que apenas os ministros de Tribunais Superiores (90) têm direito ao reajuste automático (16,35%) aprovado pelo Senado e que está à espera da sanção do presidente Michel Temer.

Ponto final

O presidente do STJ asseverou adicionalmente: “É hora de por fim ao auxílio moradia”.

Engajado

Ex-supersecretário de Finanças e Planejamento do Governo Ricardo Coutinho, o economista Tárcio Pessoa vai integrar a equipe de transição de Jair Bolsonaro.

Requentada

A discussão sobre um projeto que redefine os feriados municipais anuais de Campina Grande (4) fez recrudescer o já antigo embate entre o vereador Pimentel Filho (PSD, autor da matéria) e o seu colega de Câmara Alexandre do Sindicato (PHS) – vice-líder da bancada governista, menos para o próprio Pimentel.

Artilharia

O vereador do PSD rotulou Alexandre como “desonesto” e “mentiroso”, e que era um dos protagonistas da continuação da “velha política”.

“Golpes baixos”

Alexandre retrocou dizendo que Pimentel tem a “postura de provocar as discussões, partindo para golpes baixos e tentando sair como vítima. Não vou entrar na dele, porque estou na Câmara há seis anos e conheço os seus modos. Campina me conhece e conhece Pimentel muito bem”.

Seguiu o rito

Em discurso ontem na tribuna da Assembleia Legislativa, o deputado Ricardo Barbosa (PSB) – autor da proposta de emenda constitucional que acaba com a reeleição para a mesa diretora da ALPB – disse que “não houve ´golpe´ e nem ´tentativa de golpe´ da nossa parte quando pusemos para tramitar a PEC na ausência do presidente Gervásio Maia”.

Assimilação

Por antecipação, Barbosa garantiu que não pretende judicializar a votação dessa PEC, que é objeto de recurso regimental em apreciação pela Procuradoria Jurídica da ALPB, mesmo que o parecer seja pela anulação da votação na qual foi aprovada.

´Meu erro´

“Peço desculpas públicas ao deputado Gervásio pela causticidade das palavras por mim proferidas. Não tinha a intenção de feri-lo e se o fiz peço desculpas à honra e à história do deputado, porque são delas que nós vivemos.

 

Pensando bem…

“Retiro toda e qualquer palavra que tenha lhe ofendido e não quero que Vossa Excelência deixe essa Casa com a mácula do que poderia ser em sua história parlamente o meu pronunciamento. Vá para Brasília honrar as tradições de sua família e levar o nome da Paraíba ao melhores cenários de glórias”, discursou o socialista, 1º secretário da mesa diretora.

Novo ´dono´

Um dos proprietários do grupo Redepharma, empresário pocinhense Neilton Neves, deverá suceder ao empresário Artur Bolinha Almeida na gestão/locação da Rádio 101 FM, que deverá voltar a se chamar Rádio Cariri.

Papel & plástico

O principal gasto de campanha nas eleições 2018 foi com a impressão de material publicitário – R$ 572 milhões foram destinados a esse tipo de despesa.

O segundo maior gasto foi com despesa de pessoal, de acordo com o TSE.

Interlocutor

A reunião dos governadores eleitos em Brasília, hoje, não será com o presidente eleito Jair Bolsonaro, mas com o futuro superministro da Justiça, Sérgio Moro.

Ilação

Governador Ricardo Coutinho (PSB), ontem, mirando o prefeito pessoense Luciano Cartaxo (PV): “Eu acho que Cartaxo tem que tomar muito cuidado com as peripécias que existem ali dentro da Prefeitura. Sinceramente, eu acho que vai se dar mal”.

Na Serra

O economista João Pedro Stédile, um dos líderes do MST (Movimento dos Sem Terra), esteve ontem participando de vários eventos em Campina Grande.

Reflexo

Em entrevista a este colunista, ele observou que “a grave crise econômica” atual tem como principal causa um fator “estrutural”, que “é fruto da crise no capitalismo mundial”.

Prolongamento

À sua ótica, “do ponto de vista econômico, deve demorar de 3 a 4 anos” para que o País possa efetivamente superá-la, principalmente porque “não há investimento em produção nem na infraestrutura”.

Enforcamento

Para Stédile, igualmente professor da PUC/RS, “o sistema financeiro está asfixiando a economia brasileira”.

Ilógico

Ele se mostrou enfático ao comentar a indicação de Roberto Campos Neto, atual diretor do banco Santander, para presidir o Banco Central.

“É nomear a raposa para cuidar do galinheiro”, bradou.

Nem lá

O economista observou que é imperioso que a disciplina educação financeira seja inserida na grade curricular desde o ensino fundamental, como forma de catequisar a população sobre a exploração praticada pelos bancos contra o conjunto da sociedade.

“Não existe a taxa de juros cobrada no Brasil nem no inferno”, exclamou.

´Mea culpa´

João Pedro Stédile afirmou que concorda com vários setores da sociedade brasileira, segundo os quais “o PT e a ex-presidente Dilma devem fazer uma autocrítica pública”.

“O governo Dilma não soube enfrenta a crise”, grifou.

Tempestade à vista

Acerca de suas projeções quanto ao futuro Governo Bolsonaro, o economista afirmou que “o cenário é o pior possível”, acrescentando que será uma “mistura de generais com banqueiros”.

Alguém da ´equipe de transição´ ficará de fora do secretariado de João Azevedo?...
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