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Campina Grande - PB

Irmã de Aécio é presa pela PF a pedido de ministro do Supremo

18/05/2017 às 10:47

Fonte: Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) prendeu na manhã de hoje (18) Andrea Neves, irmã do senador Aécio Neves (PSDB-MG).

Ela foi localizada em um condomínio em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Foto: Reprodução/ Internet

Foi expedido contra ela um mandado de prisão preventiva pelo ministro do Superior Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, relator dos processos ligados à Operação Lava Jato.

Em Belo Horizonte, também são cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Andrea Neves e Aécio Neves e na casa do senador Zezé Perrella (PSDB-MG).

A PF não informa os locais exatos e nem a quantidade da mandados abertos para a capital mineira.

Uma fazenda do senador no município de Cláudio, na região centro-oeste de Minas Gerais, é outro alvo dos policiais.

Paralelamente, no Rio de Janeiro, foi cumprido um mandado de busca e apreensão em um imóvel de Andrea Neves.

A PF recolheu materiais e equipamentos que passarão por perícia. Os gabinetes de Perrela e de Aécio no Senado, em Brasília, também foram alvo de buscas.

A ação da Polícia Federal ocorre após o jornal O Globo revelar, na noite de ontem (17), que o empresário Joesley Batista, dono do frigorífico JBS, entregou à Justiça gravações que comprometem Aécio Neves.

Ele teria pedido R$2 milhões para ajudar a pagar suas despesas com a defesa na Operação Lava-Jato.

O dinheiro teria sido entregue a um primo de Aécio. A entrega foi registrada em vídeo pela Polícia Federal. A PF rastreou o caminho do dinheiro e descobriu que o montante foi depositado numa empresa do senador Zezé Perrella (PSDB-MG).

Joesley também teria apresentado gravações do presidente da República, Michel Temer, em que teria sugerido que se mantivesse pagamento de mesada ao ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e ao doleiro Lúcio Funaro para que esses ficassem em silêncio.

A Presidência da República divulgou nota ontem (17) na qual informa que Temer “jamais solicitou pagamentos para obter o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha”, que está preso em Curitiba, na Operação Lava Jato.

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