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Campina Grande - PB

Governador defende financiamento público exclusivo para as campanhas eleitorais

17/07/2017 às 10:55

Fonte: Da Redação de João Pessoa

“É preciso empobrecer os processos eleitorais”, opinou o governador Ricardo Coutinho (PSB) em entrevista à imprensa sobre financiamento das campanhas eleitorais.

Antevendo o pleito de 2018, quando as eleições majoritárias elevam os gastos, segundo o governador, é impossível fazer uma gestão imparcial quando o candidato recebe vultosas contribuições de uma única ou de um grupo de empresas.

Foto: Paraibaonline

Para o gestor da Paraíba, o melhor modelo de contribuição seria o do financiamento exclusivamente público e diz ainda que o financiamento, que hoje é perigoso para a própria empresa e para o candidato, tem consequências por conta dessa conjuntura das ilegalidades que se criou dentro do país com a dependência total da política ao poder econômico.

“Se misturou tudo no país: financiamento legal, ilegal e propinas, e as pessoas acham que qualquer tipo de financiamento está dentro da lógica da corrupção. É por isso que eu acho fundamental o financiamento público para termos um controle maior dos órgãos, da sociedade e das instituições públicas para que a gente empobreça os processos eleitorais e podermos refazer essa caminhada”, opinou.

Segundo ele, não tem como dar continuidade a essa prática e para o governador é melhor que a empresa doe para o poder público porque na essência todo o recurso vem das atividades, do mercado, dos impostos e a partir disso, caberia ao Estado, economizando muito mais, bancar algo que pertence à nação, que é o projeto de democracia.

Ricardo afirma que o que não pode é uma eleição ser disputada por dois candidatos adversários e que ao mesmo tempo serem financiados pelas mesmas empresas. Sendo assim, a empresa financiadora não perde a eleição e acaba tirando esse dinheiro empregado de alguma forma.

“Eu acho que o grande problema do Brasil é que a política foi abduzida pelo submundo do capitalismo por aqueles que não querem concorrer, mas comprar. E a política entrou nesse ritmo e foi precisando cada vez mais de recursos para as campanhas”, declarou.

Contudo, o governador assegura que não há outro caminho para se avançar no país se não for através da política.

“A política é o grande instrumento que a humanidade inventou e não tem outra para fazer com que as coisas se desenvolvam para melhor ou para pior e o se o país está pior é por conta da política e quando ele estava melhor era em função da política. Mas pode ficar muito melhor do que era, mas isso só poderá ser alcançado através da política. Por isso, é preciso uma constituinte exclusiva para a reforma política. A partir disso teríamos um resultado impositivo para a nação e não para uma corporação parlamentar”, completou.

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