TV Globo não terá mulheres na autoria de novelas no próximo ano

Da Redação*

Publicado em 02/11/2023 às 11:27

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A Globo não terá autoras titulares em nenhuma de suas três principais faixas de novelas em 2024. A última vez que a emissora teve apenas homens assinando as tramas inéditas em exibição havia sido em 2003.

Naquele ano, a Globo lançou “Mulheres Apaixonadas”, de Manoel Carlos (atualmente em exibição no Vale a Pena Ver de Novo), “Agora É que São Elas”, de Ricardo Linhares, “Kubanacan”, de Carlos Lombardi, “Chocolate com Pimenta”, de Walcyr Carrasco, e “Celebridade”, de Gilberto Braga (1945-2021).

Por enquanto, a Globo tem a previsão de lançar cinco novelas no ano que vem. No principal horário da televisão, na faixa das nove, a emissora tem duas tramas previstas para depois do encerramento de “Terra e Paixão”: o remake de “Renascer”, que já está em produção e é assinado por Bruno Luperi, e, na sequência, “Mania de Você”, de João Emanuel Carneiro.

Foto: Arquivo/Ascom

Foto: Arquivo/Ascom

Na faixa das sete, após “Fuzuê” (foto), está prevista para fevereiro de 2024 “A Vovó Sumiu”, trama de Daniel Ortiz, que já fez “Haja Coração” (2016) e “Salve-se Quem Puder” (2020). Em seguida, entra no horário a novela “Conta Comigo”, de Mauro Wilson, em sua segunda chance na faixa após o fracasso de “Quanto Mais Vida, Melhor!” (2021).

Já na faixa das seis, logo após “Elas por Elas”, em março, virá “No Rancho Fundo”, escrita por Mário Teixeira, o mesmo criador de “Mar do Sertão” (2022). A produção fica no ar até novembro de 2024.

A sucessora de “No Rancho Fundo” ainda não está definida. A intenção da Globo é que o nome saia de uma oficina de roteiros que é realizada atualmente com nomes novatos, entre os quais há algumas autoras.

Até o momento, a única trama assinada por uma mulher que chegou a ser cogitada para 2024 era “O País de Alice”, de Lícia Manzo, que estava na fila das 18h.

No entanto, Amauri Soares, diretor da TV e Estúdios Globo, cancelou o projeto.

Na Globo, o argumento para justificar o domínio masculino é que tudo não passa de uma coincidência.

*GABRIEL VAQUER/ FOLHAPRESS

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