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STJD aplica pena máxima a cinco dirigentes e nove árbitros paraibanos

Da Redação. Publicado em 15 de novembro de 2018 às 8:02.

A “mão” pesada do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) “acertou” em cheio cinco dirigentes e nove árbitros envolvidos no suposto esquema de corrução e manipulação de resultados no futebol da Paraíba. Outros três acusados foram punidos e um absolvido no julgamento realizado nesta quarta-feira (14), na sede do órgão, no Rio de Janeiro.

De acordo com o jornalista Ronald Lincoln Júnior, que acompanhou o caso para o Globoesporte/PB, o presidente do Campinense, William Simões, o ex-vice-presidente de Futebol do Botafogo-PB, Breno Morais, o ex-presidente do TJD-PB, Lionaldo do Santos, o ex-procurador do órgão, Marinaldo Barros, e o ex-presidente da Comissão Estadual de Arbitragem da Paraíba (Ceaf-PB), José Renato, foram banidos do futebol.

Todos foram apontados pela Operação Cartola, da Polícia Civil e do Ministério Público da Paraíba, como integrantes de uma suposta organização criminosa que manipulava resultados no futebol da Paraíba. Além do banimento, Breno Morais terá que pagar R$ 90 mil de multa. Já Marinaldo e Lionaldo terão que desembolsar R$ 30 mil cada. José Renato foi multado em R$ 50 mil.

Outros três ex-dirigentes do Botafogo-PB também foram condenados, mas apenas suspensos, e um foi absolvido. O ex-presidente Zezinho Botafogo foi condenado a 540 dias de suspensão e multa de R$ 30 mil, assim como o ex-vice-presidente Guilherme Novinho e o ex-diretor executivo de futebol Francisco Sales. Já o ex-diretor jurídico do clube, Alexandre Cavalcanti, foi absolvido por unanimidade.

Foto: ascom

Foto: ascom

Os árbitros paraibanos que não poderão mais apitar futebol profissional são: Adeilson Carmos Sales (FPF), Antônio Carlos Rocha (FPF), Antônio Umbelino (FPF), Éder Caxias (CBF), Francisco Santiago (FPF) e João Bosco Sátiro (CBF), além dos assistentes José Maria de Lucena Netto, (CBF), Tarcísio José (FPF) e Josiel Ferreira (FPF).

O ex-presidente da FPF, Amadeu Rodrigues, que também foi denunciado pela Procuradoria do STJD por manipulação de resultados, seria julgado nesta quarta-feira. O tribunal entendeu que ele não teve tempo suficiente para mandar a sua defesa e decidiu que o seu processo vai ser colocado em pauta novamente no dia 29 deste mês.

Procurada, a assessora de imprensa do STJD, Daniela Lameira, preferiu ser cautelosa e não confirmou as informações.

– Ainda não temos a decisão final dos processos. Devido a complexidade do caso, o presidente determinou que eu aguarde a secretaria finalizar o resultado para divulgação – disse.

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